19/08/2026│Uma pesquisa da QSocial mostra que 63% não querem que Javier Milei continue por mais quatro anos na Casa Rosada, enquanto apenas 30% apoiam sua reeleição. No entanto, a oposição ainda aparece fragmentada e o peronismo não consegue se descolar do governo na intenção de voto.
FONTE: Política argentina

Pouco mais de um ano antes das eleições presidenciais de 2027, Javier Milei enfrenta um cenário complexo para seu projeto de reeleição. Segundo um estudo da QSocial realizado entre 8 e 31 de julho com 1.550 casos em todo o país, 63% dos entrevistados preferem que o Presidente não continue no poder, enquanto apenas 30% querem que ele permaneça por mais quatro anos.
De acordo com uma nota do Letra P, a rejeição a Milei, no entanto, não se transforma automaticamente em apoio ao peronismo. Quando a pesquisa pergunta qual dos dois cenários seria pior para o país, 43% respondem que uma vitória de Milei e 42% apontam como pior um triunfo do peronismo. Os 15% restantes não sabem ou não respondem, num sinal do forte nível de rejeição que a principal força opositora ainda carrega.
Na intenção de voto, A Liberdade Avança aparece em primeiro com 27%, apenas dois pontos acima do peronismo, que alcança 25%. O cenário muda se o peronismo e o kirchnerismo confluírem numa mesma chapa: os 25 pontos do primeiro e os 12 do segundo somariam um potencial de 37%, acima do governo. O problema volta a ser político: essa unidade ainda está longe de se consolidar.
Axel Kicillof aparece como o dirigente opositor melhor posicionado para 2027, com 32% das menções, nove pontos acima de Cristina Kirchner, que reúne 23%. Mais atrás aparecem Myriam Bregman com 6%, Sergio Massa e Juan Schiaretti com 2% cada. O governador bonaerense também lidera o ranking de imagem positiva, com 32%, seguido por Bregman com 31%, Cristina Kirchner com 29% e Milei com 27%.
Os números deixam um cenário em aberto: Milei mantém uma base eleitoral relevante, mas enfrenta uma rejeição majoritária à sua continuidade; enquanto o peronismo tem uma oportunidade concreta se conseguir organizar sua oferta eleitoral. O desafio para a oposição será transformar a soma de seus setores numa alternativa comum e converter a rejeição ao Governo numa maioria capaz de disputar o poder em 2027.
