01/06/206 | A trégua inflacionária do Governo se desvanece com a chegada do novo mês: planos de saúde, aluguéis, escolas particulares e tarifas de serviços públicos lideram uma onda de altas que sufoca a classe média e trabalhadora.
FONTE: Primereando as notícias

O mês de junho começa com forte pressão sobre a economia familiar. Apesar do discurso oficial sobre a desaceleração dos preços, uma pesada bateria de aumentos regulados e contratos indexados entra em vigor de forma simultânea, configurando um cenário de asfixia econômica que atingirá em cheio o consumo das famílias.
O guia dos aumentos confirmados para este mês:
Aluguéis nas alturas: Os inquilinos que ainda seguem a antiga Lei de Aluguéis (com contratos anuais) e precisarem enfrentar a atualização do Índice de Contratos de Locação (ICL) sofrerão um aumento que ficará em torno de 230%. Paralelamente, os novos contratos desregulamentados sob o Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) registram altas trimestrais ou quadrimestrais atreladas à inflação acumulada.
Planos de saúde sem freio: Após o vencimento da medida cautelar que os obrigava a devolver saldos e congelar mensalidades, as empresas de medicina privada voltam a aplicar aumentos livres entre 11% e 18%, adicionando um novo piso de gastos fixos inalcançáveis para os setores de renda média.
Escolas particulares com aumento autorizado: As instituições de ensino privadas com subsídio estatal (tanto na Cidade quanto na Província de Buenos Aires) implementarão um aumento médio de 9% em suas mensalidades, autorizado pelos ministérios de educação locais para absorver os custos das últimas negociações salariais dos professores.
Tarifas de luz e gás: O Ministério da Economia avança com a retirada de subsídios para os setores de renda média e baixa, somando-se a isso a atualização dos componentes de transporte e distribuição. O impacto nas contas domésticas é de um aumento médio de 20%, com picos maiores dependendo da categoria de consumo.
Combustíveis mais caros: O Governo adiou parcialmente o imposto sobre os combustíveis líquidos para evitar um surto inflacionário maior, mas as petroleiras aplicarão mesmo assim um ajuste entre 2% e 4% nas bombas de gasolina e diesel para compensar a desvalorização mensal do peso.
O acúmulo desses aumentos na primeira metade do ano consolida uma perda histórica do poder aquisitivo, obrigando milhares de famílias a cortar consumos básicos ou se endividar para cobrir o custo de vida elementar em um inverno que começa com as contas no vermelho.
