Inflação no setor atacadista de abril foi de 5,2%, a maior em dois anos

19/05/2026 | O impacto da guerra no Oriente Médio sobre o mercado de petróleo atingiu em cheio os preços no setor atacadista, poucas semanas depois de o governo Milei comemorar uma desaceleração da inflação no varejo.

FONTE: El Destape

A inflação no atacado de abril disparou para 5,2% e registrou a maior alta em dois anos, de acordo com o último relatório do Indec. Os efeitos do conflito no Oriente Médio afetaram o setor petroleiro, que impulsionou o aumento geral dos preços.

O nível geral do índice de preços internos por atacado (IPIM) registrou alta de 5,2% em abril em relação ao mês anterior, resultado do aumento de 5,3% nos “Produtos nacionais” e de 2,5% nos “Produtos importados”. No acumulado do ano, os preços subiram 11,6% e, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o aumento foi de 30,8%.

O que impactou os preços no setor atacadista

Dentro dos “Produtos nacionais”, as divisões com maior incidência positiva no IPIM foram “Petróleo bruto e gás”, com 2,09%; “Produtos refinados de petróleo”, com 1,63%; “Substâncias e produtos químicos”, com 0,46%; “Alimentos e bebidas”, com 0,26%; e “Produtos de borracha e plástico”, com 0,18%.

Por outro lado, o nível geral do índice de preços internos básicos por atacado (IPIB) mostrou um aumento de 4,8% no mesmo período, explicado pela alta de 4,9% nos “Produtos nacionais” e de 2,5% nos “Produtos importados”.

Da mesma forma, o nível geral do índice de preços básicos ao produtor (IPP) registrou um incremento de 4,8%, como consequência da alta de 7,5% nos “Produtos primários” e de 3,7% nos “Produtos manufaturados e energia elétrica”.

O que disse Luis Caputo sobre o forte aumento da inflação no setor atacadista

Em abril, a inflação no setor atacadista foi marcada pelo forte aumento internacional do preço do petróleo, impulsionado pela escalada bélica no Oriente Médio. A alta do barril de petróleo bruto, que se manteve acima de US$ 100, pressionou para cima diferentes componentes do índice atacadista.

Diante desse cenário, o ministro da Economia, Luis Caputo, usou suas redes sociais para destacar que “embora o dado seja elevado, cerca de 85% da variação se explica pelo aumento no preço do petróleo e seus derivados, produto do conflito bélico”.

Além disso, ele detalhou que os setores de Petróleo Bruto e Gás, Produtos Refinados de Petróleo, Borracha e Plástico, e Substâncias e Produtos Químicos explicaram 4,4 pontos percentuais dos 5,2 pontos de avanço do índice geral. Segundo explicou o funcionário no X, se excluídas essas quatro divisões ligadas ao choque externo, o restante do IPIM teria mostrado uma alta próxima de 1,1% ao mês, um acumulado de 4,4% até abril e um aumento interanual de 23%.