21/03/2025│Apenas dois meses após a posse de Donald Trump, que mantém boa relação com o presidente Javier Milei, o Departamento de Estado norte-americano sancionou Cristina Fernández de Kirchner e a proibiu de entrar nos Estados Unidos.

O Departamento de Estado dos EUA sancionou a ex-presidenta argentina Cristina Kirchner e o ex-ministro do Planejamento Julio De Vido por “corrupção significativa”. Esta sanção implica a proibição de entrada em território dos EUA, tanto para eles como para os seus familiares imediatos.
A medida foi anunciada pelo secretário de Estado Marco A. Rubio, que explicou que ambos os ex-funcionários abusaram dos seus cargos para beneficiar financeiramente de vários esquemas de suborno relacionados com contratos de obras públicas, resultando no roubo de milhões de dólares ao governo argentino.
A sanção enquadra-se na Seção 7031(c) da Lei de Apropriações do Departamento de Estado, que permite a proibição de entrada nos EUA de indivíduos considerados envolvidos em corrupção significativa ou graves violações dos direitos humanos, mesmo sem uma condenação formal do tribunal no seu país de origem.
A decisão de sancionar Cristina Kirchner e Julio De Vido surge depois de ambos os ex-funcionários terem sido condenados nos tribunais argentinos por crimes relacionados com a corrupção em obras públicas em contexto de lawfare.
Desse modo, muitos se perguntam se a decisão tem alguma relação com Javier #Milei, que tem um relacionamento muito bom com Donald Trump, uma vez que CFK vem expondo os problemas do governo libertário em sua qualidade de presidenta do Partido Justicialista, o principal partido da oposição.
