Deputados aprovaram DNU de Milei para mais dívida com o FMI

19/03/2025│A votação final resultou em 129 votos a favor e 108 contra, decisão que refletiu o alinhamento dos libertários com seus aliados, como o PRO, o UCR, a Coalizão Cívica e o Encuentro Federal.

FONTE: Política argentina

A Câmara dos Deputados aprovou o Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) proposto pelo presidente Javier Milei, que permite ao governo nacional assinar um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). A votação final resultou em 129 votos a favor e 108 contra, decisão que refletiu o alinhamento dos libertários com seus aliados, como o PRO, a UCR, a Coalizão Cívica e o Encuentro Federal, além do apoio crucial dos deputados que respondem a alguns governadores.

O clima dentro do local ficou tenso desde o início da sessão. Os deputados de La Libertad Avanza promoveram um plano de trabalho que reduziu os tempos de exposição e limitou questões de privilégio, com o objetivo de agilizar a votação. Apesar da resistência do peronismo, que acusou o partido governista de restringir o direito de expressão, a moção foi aprovada com ampla maioria de 141 votos a favor. No entanto, a disputa continuou fora do Congresso, onde se esperava uma nova mobilização de organizações sociais e sindicais em defesa dos aposentados, semelhante à que causou incidentes e tumultos na semana passada.

O partido governista comemorou o resultado, já que a aprovação do DNU representa um apoio significativo ao acordo com o FMI, questão que dividiu a política argentina. O presidente #Milei, acompanhado pelo ministro da Economia, Luis “Toto” Caputo, e pela secretária da Presidência, Karina Milei, manifestou a sua satisfação com os progressos, destacando o apoio obtido não só da sua coligação, mas também da maioria dos governadores. “Esse acordo é crucial para fortalecer a economia argentina e continuar com o desenvolvimento das políticas que nosso país necessita”, disse o presidente após a votação.

No entanto, a oposição, em especial Unión por la Patria, rejeitou categoricamente o DNU, argumentando que o acordo com o FMI servirá apenas para ganhar tempo, mas não resolverá os problemas estruturais que a Argentina enfrenta.

Apesar da rejeição, o Governo conseguiu atingir o seu objetivo de garantir a proteção do acordo com o FMI, um passo fundamental no caminho para a suposta estabilização econômica.