29/07/2024│Com o emprego registrando um colapso superior ao das últimas recessões e os salários em níveis mínimos, a massa salarial cairia quase 10% durante o segundo semestre. O mesmo se aplica ao consumo, que deverá cair 4% em termos interanuais no mesmo período.
FONTE: BAE Negocios
Por Juan Marcos Pollio

A massa salarial registrou a maior queda em 20 anos durante o primeiro semestre. Foi de 11,7% em termos interanuais, causado pela queda do emprego e dos salários reais.
Com as últimas negociações salariais, que têm apresentado aumentos de cerca de 4% em julho e 3% em agosto, as expectativas para a segunda parte do ano são de um ligeiro abrandamento, caso a desinflação acompanhe abaixo desses valores, o que reduzirá a queda da massa salarial para 9,7% interanual durante todo o ano.
Como consequência, a queda do consumo interno, que foi de 6,6% no primeiro semestre, segundo a Fundación Capital, deverá diminuir para 4% durante a segunda parte do ano.
Segundo a Fundación Capital, no primeiro semestre a massa salarial dos trabalhadores com carteira assinada foi limitada pelo duplo efeito da diminuição do poder de compra e do emprego, evidenciando uma contração anual de 11,7%, composta por uma queda de 10,7% no setor privado e 18,4% no público.
Esta é a maior queda em pelo menos vinte anos, segundo a consultoria. Soma-se a isso a queda do consumo interno, calculada em 6,6%.
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