31/12/2023│Com dados questionáveis, Javier Milei gravou um vídeo onde alerta que “o próximo ano será difícil” e pede a seus seguidores que exijam que o Congresso aprove a “lei ônibus”.
FONTE: Primereando las noticias

Depois de mencionar mais uma vez o famoso chavão utilizado pelo governo de Mauricio Macri, sobre a “luz no fim do caminho”, o presidente Javier Milei lançou uma mensagem de final de ano para todos os cidadãos, onde afirmou que estamos enfrentando uma “catástrofe de proporções bíblicas pior do que a de 2001”.
“Desde 10 de dezembro desenhamos um plano de choque de estabilização, encolhemos o Estado, implementamos uma nova doutrina de ordem pública e promovemos 500 reformas, entre muitas outras iniciativas”, começou por dizer. “A verdade é que estas medidas foram necessárias para tentar mitigar os efeitos da pior herança da história. Estes são os primeiros passos para virar a página e deixar para trás, de uma vez, o modelo econômico de castas que mergulhou os argentinos na miséria durante mais de 100 anos”, continuou.
E, com dados desmentidos por vários economistas, acrescentou: “O problema herdado é demasiado profundo: estamos falando de uma economia com 15 pontos de déficit consolidado, com uma emissão monetária de 20 pontos do PIB nos últimos 4 anos, com preços da energia e dos transportes artificialmente deprimidos em até a um quinto do seu valor real, com um Banco Central sem reservas e com uma inflação que nas últimas semanas atingiu os 1,2% diários, o que, anualizado, implicaria cerca de 7.500% anuais.
“A menos que façamos o que é necessário agora, caminharemos para uma catástrofe econômica de uma magnitude desconhecida para qualquer argentino vivo. Por isso enviamos ao Congresso Nacional um projeto de lei que pode determinar o destino do nosso país, com a convicção de que será aprovado nas próximas semanas”, disse o presidente.
Na tentativa de se despedir de 2023, Milei destacou que “o próximo ano será difícil para todos”, por isso pediu a “todos os argentinos ‘do bem’ que exijam que os seus representantes aprovem esta Lei (em referência à Lei Ônibus que afeta garantias constitucionais e confere a ele faculdades para legislar sem o Congresso).
Além disso, insistiu que “este poderá ser o ano em que deixaremos para trás o modelo coletivista que nos empobreceu e abracemos as ideias de liberdade”, em defesa das suas medidas econômicas que foram fortemente repudiadas por vários sectores da sociedade. Por fim, o presidente se despediu como sempre faz: “Que Deus abençoe os argentinos e que as forças do céu nos acompanhem”.
