“Proscrição!”, disse a vice-presidenta argentina e relacionou as palavras do senador republicano ao financiamento da indústria petrolífera que ele recebe. Cruz falou quando faltavam minutos para o encontro de Alberto Fernández com Joe Biden na Casa Branca.
FONTE: Tiempo argentino

Cristina Fernández de Kirchner alertou nesta quarta-feira que “chegam reforços do norte ao Partido Judicial e a Comodoro Py” [sede do tribunal federal de Buenos Aires] para finalizar a sua inelegibilidade, referindo-se ao pedido de Ted Cruz, senador republicano dos Estados Unidos, para ela ser sancionada pela condenação no processo conhecido como Vialidad.
“Assim como eu disse: Proscrição!”, expressou Fernández de Kirchner em sua conta no Twitter, onde anexou uma nota do jornal Clarín que ecoa a afirmação do senador norte-americano Ted Cruz, membro do Comitê de Relações Exteriores e aliado do ex-presidente presidente Donald Trump, para ser “investigada e punida” pela condenação contra ela.

A vice-presidenta argentina atribuiu este pedido do legislador dos Estados Unidos aos “reforços do norte” que “chegam ao Partido Judicial” da Argentina e a “Comodoro Py”, e acrescentou: “Para que ninguém tenha dúvidas”.
“Eles realmente vão continuar negando isso? Dá-lhe”, assim concluiu a primeira de suas publicações.
Sobre Cruz, a vice-presidenta citou outra nota também do jornal Clarín e destacou que ele é o “senador dos Estados Unidos que mais recebeu dinheiro de empresas de petróleo e gás em 2018... E aqui temos Vaca Muerta, a segunda reserva de gás de xisto e a quarta em óleo de xisto no mundo”, acrescentou.
Fernández de Kirchner recordou desta forma que o campo petrolífero de Vaca Muerta foi “recuperado junto com a YPF” [Yacimientos Petrolíferos Fiscales, empresa de petróleo e energia estatal da Argentina] em seu segundo mandato, durante 2012, para o qual indagou: “Você percebe por que nos deixaram fora do campo? é muito visível”.
“Como se não bastasse tudo isso, cinco dias antes de tentarem me assassinar, o senador Ted Cruz havia pedido sanções contra mim devido às acusações do procurador (Diego) Luciani. Como podem ver, tudo combina com tudo”, acrescentou a ex-presidenta, citando outro artigo do mesmo jornal. A sentença contra Fernández de Kirchner no caso Vialidad [exemplo claro de lawfare] foi de 6 anos de prisão e inabilitação perpétua para o exercício de cargos públicos por administração fraudulenta.
Ver os fundamentos da sentença aqui
