O ex-juiz do Brasil esteve presente em um evento no Parlamento da Cidade de Buenos Aires e os legisladores da Frente de Todos, Juan Manuel Valdés e María Bielli, se opuseram à sua presença.
FONTE: Ámbito financiero

Na segunda-feira 27, Sergio Moro, atual senador e ex-juiz do Brasil, participou de um seminário organizado pela Fundação Libertad e os legisladores da cidade de Buenos Aires da Frente de Todos, Juan Manuel Valdés e María Bielli, rejeitaram sua presença no Parlamento da Cidade.
“[Moro] Representa o que há de mais retrógrado no pensamento latino-americano”, disse Valdés por meio de uma postagem nas redes sociais.
O parlamentar lembrou que Moro “fez a perseguição judicial” contra o presidente brasileiro Lula da Silva para “torná-lo inelegível e assim possibilitar a chegada de Jair Bolsonaro ao poder”. Além disso, definiu o ex-presidente brasileiro [Jair Bolsonaro] como o “governante mais corrupto e autoritário que o país vizinho já conheceu”.
Nesse sentido, sustentou que “não é de estranhar que esse personagem apareça junto com o ex-presidente [Mauricio] Macri recebido na cidade onde governa seu partido” e acrescentou que “ambos manipulam a Justiça para fins políticos”.
A atividade aconteceu no Salão Dourado da Assembleia Legislativa de Buenos Aires, onde foi realizado um seminário da Fundação Libertad por seus 35 anos de funcionamento.
A abertura do encontro, que prossegue amanhã, esteve a cargo de Moro juntamente com o deputado nacional dos Republicanos Unidos Ricardo López Murphy, estando agendada a presença de Macri.
Por sua vez, Bielli destacou que Lula “ficou preso por 580 dias e não pôde concorrer às eleições no Brasil por causa do trabalho de Moro” e lembrou que “a sentença foi declarada nula por se tratar de causa forjada”. “Hoje Moro esteve no Legislativo, a convite dos mesmos que aqui usam a Justiça para cassar (a vice-presidente) Cristina (Fernández de Kirchner)”, acrescentou a parlamentar.
