Os presidentes do México, Manuel López Obrador; da Colômbia, Gustavo Petro; e da Bolívia, Luis Arce, manifestaram seu repúdio à “injustificável perseguição judicial” contra a vice-presidente Cristina Fernández de Kirchner, assinada também pelo chefe de Estado argentino, Alberto Fernández, que já havia manifestado seu apoio na segunda-feira.
FONTE: Agência TÉLAM
“Juntamente com os presidentes López Obrador, Petro e Arce, expressamos nosso forte apoio a Cristina e condenamos veementemente as estratégias de perseguição judicial para eliminar adversários políticos”, escreveu Fernández em sua conta no Twitter.

“Os signatários expressam nosso repúdio absoluto à injustificável perseguição judicial que a atual vice-presidente da República Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, vem sofrendo”, começa o texto em apoio à ex-presidenta, para quem o Ministério Público pediu 12 anos prisão e inabilitação perpétua para o exercício de cargos públicos no caso conhecido como ‘Vialidad’.
“Expressamos nosso forte apoio a Cristina Fernández de Kirchner e condenamos veementemente as estratégias de perseguição judicial para eliminar adversários políticos”.
Os chefes de Estado alertam que “esta perseguição visa retirar Cristina Fernández de Kirchner da vida pública, política e eleitoral, bem como enterrar os valores e ideais que ela representa, com o objetivo final de implementar um modelo neoliberal”.
Também apontaram que “o assédio à vice-presidenta argentina é realizado por meio de acusações de seus adversários políticos, manchetes jornalísticas e irregularidades judiciais que violam o devido processo e as garantias legais”.
Além disso, afirmaram que “nos últimos anos o Judiciário abriu contra ela inúmeros processos, muitos dos quais tiveram que ser arquivados por falta de qualquer tipo de prova sólida”, e lembraram que “em outros casos ainda abertos, ficam evidenciadas as más práticas processuais que conduzem à eliminação de Fernández de Kirchner da vida política”.
Entre elas – sustentam – “a chamada ‘Causa Vialidad’ é emblemática” porque “nela o tribunal negou à vice-presidenta a possibilidade de ampliar sua declaração após o pedido do promotor de 12 anos de prisão e inabilitação perpétua para o exercício de cargos públicos, violando assim o legítimo direito de defesa”.
“Dada esta situação, e dadas as múltiplas irregularidades legais e processuais que envolvem esses casos, exigimos que sejam levadas em consideração as conclusões do Relatório de 2019 da Relatoria Especial das Nações Unidas que questionou a independência dos magistrados e advogados envolvidos em várias dessas causas”, afirmaram.
“Expressamos nosso forte apoio a Cristina Fernández de Kirchner e condenamos veementemente as estratégias de perseguição judicial para eliminar adversários políticos”, concluíram os presidentes da região.
Alberto Fernández, que considerou a causa como uma “perseguição e busca de uma proibição que faz parte de tentativas semelhantes realizadas contra outros líderes populares”, escreveu hoje em sua conta no Twitter: “Junto com os presidentes @lopezobrador, @petrogustavo, @ LuchoXBolivia expressamos nosso forte apoio ao @CFKArgentina e condenamos veementemente as estratégias de perseguição judicial para eliminar adversários políticos.”
Arce se expressou na mesma linha naquela rede social. “Com os presidentes @alferdez, @petrogustavo e @lopezobrador, unimos nossas vozes para expressar o mais forte apoio à irmã @CFKArgentina e condenamos veementemente a perseguição judicial e midiática contra ela. Hoje mais do que nunca, #TodosConCristina”, disse. Enquanto isso, o Movimento Nacional de Regeneração (Morena), espaço político de López Obrador, publicou nas últimas horas um flyer que diz “América Latina com Cristina”.
