10/07/2026│Participará do lançamento da candidatura do filho de Jair Bolsonaro, assistirá às posses de Keiko Fujimori e Abelardo de la Espriella e se reunirá com Daniel Noboa no Equador. Além disso, voltou a acusar o Congresso de tentar “dar um golpe de Estado” contra ele.
FONTE: DiarioAR

O presidente Javier Milei confirmou que, no final de julho, iniciará uma turnê pelo Brasil, Equador, Peru e Colômbia com uma agenda que combinará apoio a líderes ideologicamente alinhados e atividades oficiais. O primeiro destino será o Brasil, onde participará do ato de lançamento da candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“No dia 25 viajo ao Brasil. Eles ungirão Flávio Bolsonaro como candidato a presidente. Estarei em São Paulo, mas farei uma passagem por Brasília para cumprimentar Jair Bolsonaro”, disse Milei em entrevista à Rádio Now.
Apoio ao bolsonarismo
A visita voltará a exibir o alinhamento político do presidente com o bolsonarismo e ocorrerá em plena campanha eleitoral brasileira, na qual Flávio Bolsonaro buscará enfrentar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições previstas para 4 de outubro.
Após sua passagem pelo Brasil, Milei assistirá em 26 de julho à inauguração da Exposição Rural. Segundo explicou, solicitou ao presidente da Sociedade Rural Argentina, Nicolás Pino, que o evento fosse adiado por um dia para que ele pudesse participar após seu retorno.

A turnê continuará em 28 de julho no Peru, onde o mandatário afirmou que estará presente na posse presidencial de Keiko Fujimori. Mais tarde, em 7 de agosto, viajará à Colômbia para assistir à cerimônia de posse de Abelardo de la Espriella. Durante esse percurso, também está previsto que se reúna com o presidente do Equador, Daniel Noboa, com quem buscará avançar em um acordo bilateral que, segundo ele, ainda permanece pendente.
Novo ataque contra o Congresso
Na mesma entrevista, Milei voltou a atacar a oposição no Congresso e a acusou de tentar “dar um golpe de Estado” contra seu governo por meio da aprovação de projetos que, segundo afirmou, comprometem o equilíbrio fiscal.
“Me parece uma irresponsabilidade o Congresso votar gastos para quebrar o programa econômico e tentar fazer com que um governo vá mal e dar um golpe de Estado, sem dizer de onde virá o financiamento”, sustentou.
O mandatário também reivindicou os resultados de sua gestão econômica e garantiu que eles foram possíveis “apesar da oposição destrutiva, dos jornalistas, dos empresários que quiseram quebrar o modelo e dos economistas que anunciavam o fim do mundo”. Além disso, destacou o desempenho eleitoral do partido A Liberdade Avança nas eleições legislativas de outubro ao afirmar que a base governista obteve 41% dos votos e que esse resultado “em uma eleição nacional teria significado vencer no primeiro turno”.
