A Argentina entra em guerra? Governo analisaria enviar forças ao Oriente Médio para apoiar os EUA

12/03/2026 │ Em meio à crescente escalada e expansão do conflito no Oriente Médio, fortes especulações indicam que o governo argentino estaria avaliando a possibilidade de enviar tropas nacionais para a guerra em curso contra o Irã, a fim de colaborar com as forças dos Estados Unidos e de Israel.

FONTE: Primereando as noticias

A versão, que começou a circular em círculos políticos e jornalísticos, implicaria uma guinada histórica na diplomacia e na estratégia internacional da Argentina. O debate ocorre em um contexto marcado pela estreita relação do presidente Javier Milei com seu colega americano Donald Trump e pelo alinhamento cada vez mais explícito da Casa Rosada com Washington e Tel Aviv.
Segundo informou nesta quarta-feira o jornalista Jonathan Heguier, do El Destape, fontes da Casa Rosada garantiram que, caso os Estados Unidos o solicitem formalmente, o governo argentino “consideraria o pedido e avançaria” com o eventual envio de esquadrões das Forças Armadas para participar do conflito no Oriente Médio.
As mesmas fontes esclareceram que, até o momento, não existe um requerimento oficial por parte de Washington. No entanto, a possibilidade começou a ganhar força após recentes declarações de Milei, que se definiu como “o presidente mais sionista do mundo”, pediu para “defender o legado do Ocidente” e afirmou: “Nós vamos vencer a guerra”, declarando desta maneira o estado de beligerância a título pessoal.
Aquelas afirmações geraram um forte tumulto político e diplomático, o que levou o chefe de Gabinete, Manuel Adorni, a atenuar as palavras do mandatário. “Não participamos da guerra, mas sim de um apoio, de uma filosofia e de um alinhamento com os Estados Unidos e Israel contra um regime que ameaça a estabilidade internacional”, sustentou o funcionário na ocasião.
Enquanto isso, o governo evita fazer declarações oficiais sobre a possibilidade de enviar tropas, embora o tema já tenha começado a se instalar no debate público, dadas as implicações militares, políticas e diplomáticas que uma decisão desse calibre teria para a Argentina.