10/02/2026│Os preços subiram 2,9% no primeiro mês do ano. Dessa forma, mantém-se a tendência de alta do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) que começou em junho do ano passado.
FONTE: Política Argentina

Em meio à polêmica com o INDEC (Instituto Nacional de Estatística e Censos) após a renúncia de Marco Lavagna, a inflação subiu 2,9% em janeiro. Dessa forma, mantém-se a tendência de alta do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) que começou em junho.
A categoria com maior alta mensal em janeiro de 2026 foi “Alimentos e bebidas não alcoólicas”, com um incremento de 4,7%, seguida por “Restaurantes e hotéis” (4,1%), “Comunicação” (3,6%) e “Moradia, água, eletricidade, gás e outros combustíveis” (3%). As demais se mantiveram abaixo da média geral.
A região que mais encareceu de dezembro a janeiro foi o Nordeste, com alta de 3,8%, seguida por Cuyo (3%) e as regiões Pampeana e Patagônia, com 2,9%. O Noroeste e a Grande Buenos Aires registraram inflação de 2,8% neste mês.
Dentro da análise regional, “Alimentos e bebidas não alcoólicas” teve o maior impacto na variação mensal, impulsionado principalmente por aumentos em Carnes e derivados, assim como em Verduras, tubérculos e leguminosas.
Por outro lado, os menores aumentos no mês corresponderam a Educação, com 0,6%, e Vestuário e calçados, que registrou uma queda de 0,5%.
O dado foi divulgado em meio a um debate sobre a metodologia do Indec. Na semana passada, foi comunicada a suspensão da nova fórmula de cálculo que deveria ser aplicada em janeiro. Isso implicava uma mudança da cesta de consumo de 2004 para a de 2017/2018 e, com isso, que os serviços tivessem mais peso do que os bens. O Governo justificou o adiamento ao afirmar que a modificação será implementada quando a desaceleração dos preços estiver consolidada.
