07/01/2026 | O crédito foi fechado com seis bancos internacionais e pagará uma taxa de juros anual de 7,4%. Oxigênio para o Governo de Milei no limite do pagamento de vencimentos da dívida externa.
FONTE: El Destape

O Banco Central (BCRA) concluiu uma nova operação de financiamento em dólares ao firmar um empréstimo (REPO) com seis bancos internacionais de primeira linha, tomando como garantia uma parte de sua carteira de títulos BONARES com vencimentos em 2035 e 2038. Trata-se de uma medida essencial para poder enfrentar os vencimentos da dívida que chegam nesta sexta-feira.
A operação foi concretizada pelo total licitado de US$ 3 bilhões, com um prazo de 372 dias, e se insere na “estratégia que a autoridade monetária vem implantando desde o início da atual gestão para reforçar o nível de reservas internacionais”, informou o comunicado da entidade.
Os detalhes do anúncio do Banco Central
No âmbito deste acordo, o BCRA pagará uma taxa de juros composta pela SOFR – a taxa de juros de referência em dólares americanos que mede o custo dos empréstimos overnight entre bancos – mais um spread médio de 400 pontos básicos, o que equivale a um rendimento anual de 7,4%.
Nesta oportunidade, a demanda alcançou US$ 4,4 bilhões, superando em cerca de 50% o montante oferecido. No entanto, apesar do elevado interesse registrado e com base nas projeções de fortalecimento das reservas, o Banco Central optou por não aumentar o volume adjudicado.
Oxigênio no final
Dessa forma, o Governo já conta com os fundos necessários para enfrentar nesta sexta-feira os vencimentos da dívida. No primeiro dia útil do ano, a pasta comandada por Luis Caputo enviou aos detentores dos títulos o aviso oficial de pagamento para todos os títulos em moeda estrangeira, com vencimentos em 2030, 2035, 2036, 2038, 2041 e 2046, em dólares e em euros.
São os títulos emitidos em agosto de 2020 como resultado da reestruturação da dívida realizada por Martín Guzmán como ministro da Economia, durante o governo de Alberto Fernández.
Do total de vencimentos previstos para esta semana, cerca de US$ 500 milhões estão em poder do Fundo de Garantia de Sustentabilidade (FGS) da ANSeS ou do Banco Central, o que moderaria o impacto nas reservas, por se tratar de dólares que permanecerão dentro do setor público. Além disso, a equipe econômica espera que parte dos fundos recebidos pelos detentores da dívida seja reinvestida em dívida argentina.
O último cálculo atualizado com informações disponíveis do BCRA indicava que o Tesouro iniciou 2026 com US$ 1,97 bilhão. A essa conta falta adicionar a entrada de US$ 706 milhões pela venda de ações das hidrelétricas do Comahue.
