26/11/2025 | Os balanços apresentados até o momento por bancos e corretoras evidenciam prejuízos milionários sob a gestão libertária. Esse é o caso do Galicia, Supervielle e BBVA, assim como da corretora Balanz.
Por Cristian Carrillo
FONTE: El Destape

O mercado financeiro, apesar de ser o único que opera em positivo e sustenta os números de atividade econômica em termos reais, enfrentou um difícil terceiro trimestre. Foram meses (julho, agosto e setembro) em que a combinação de fuga cambial e medidas desesperadas do governo para contê-la causou perdas em várias instituições financeiras. Os balanços apresentados até agora por bancos e agentes de liquidação e compensação (ALyC) mostram os primeiros números diretamente no vermelho em seus resultados. Esse é o caso dos bancos Galicia, Supervielle e BBVA, assim como da corretora Balanz. As justificativas para o mau desempenho coincidem em um cenário de atraso cambial, como descrevem em declarações seus diretores e relatórios enviados às autoridades financeiras, com a redução do dinamismo do crédito devido ao endividamento das famílias e a queda da renda.
Com os depósitos compulsórios em níveis inusitados (mais de 53% dos depósitos imobilizados), taxas de juros altas, atraso cambial e uma fuga que se manteve até uma semana antes das eleições, quando os Estados Unidos ofereceram um blindagem ao governo de Javier Milei. As luzes de alerta já estavam acesas, embora, com a margem de manobra escassa que o governo lhes deixou, seus efeitos só tenham se tornado conhecidos agora. Não apenas cortaram custos: os maiores bancos do país apresentaram perdas de vários bilhões de pesos; o que desencadeou mudanças na classificação de crédito de algumas dessas entidades.
As significativas quedas nos resultados e as profundas perdas financeiras reveladas nos balanços dos principais bancos, referentes ao terceiro trimestre, ocorrem em um contexto em que cresce a inadimplência (calote) da dívida das empresas e, especialmente, das famílias. Os níveis de inadimplência não eram observados desde os últimos meses do governo macrista.
Matéria completa em: El Destape
