Eleições legislativas: vitória do oficialismo e recorde de abstenção

27/10/2025│O oficialismo obteve mais de 40% dos votos a nível nacional e venceu nos distritos mais decisivos. Tratou-se da participação mais baixa para uma eleição legislativa de meio mandato desde o retorno da democracia, com apenas 67,90% do eleitorado.

FONTE: Contexto

Com um recorde de abstenção desde o retorno da democracia, com a participação de apenas 67,90% do eleitorado, La Libertad Avanza foi a força mais votada a nível nacional, com mais de 40%, para renovar metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado.

O oficialismo venceu com folga nos distritos-chave da Cidade de Buenos Aires, Córdoba, Mendoza, Santa Fe e Entre Ríos. Também venceu em San Luis, La Rioja, Salta, Jujuy, Chaco, Misiones, Tierra del Fuego, Río Negro, Chubut e Neuquén. Por sua vez, a Fuerza Patria (peronismo) ganhou em La Pampa, Santa Cruz, Catamarca, San Juan e Formosa.

Na província de Buenos Aires, o principal distrito do país com 37% do registro eleitoral, a LLA surpreendeu e venceu o peronismo por meio ponto (41,46% contra 40,90%), com 98,61% das seções eleitorais apuradas, numa disputa voto a voto. A Esquerda ficou em terceiro lugar com 5,03% dos votos e conquistou duas cadeiras. O quarto lugar ficou com o Provincias Unidas, que obteve apenas 2,45%.

As vitórias da LLA nos distritos mais populosos do país deixariam a força violeta com um bloco de 93 deputados próprios e mais de vinte aliados do PRO, partido aliado na maioria dos distritos. Para alcançar o quórum que permita abrir uma sessão, esse espaço oficialista precisará do apoio de mais 15 deputados, no caso da câmara baixa com seus 257 membros presentes. Foram as primeiras eleições com a Cédula Única de Papel nos 24 distritos para eleger 24 senadores nacionais e 127 deputados nacionais.

Num contexto de crise social e econômica, tratou-se da participação mais baixa para uma eleição legislativa nacional de meio mandato desde o retorno da democracia, com apenas 67,90% do eleitorado.