14/07/2025│O Indec reportou a segunda inflação consecutiva abaixo dos 2%, e o governo o apresenta como evidência de “desinflação sustentada”, apesar da inflação acumulada de 15,1% no primeiro semestre, da tensão política sobre a repartição de receitas e da queda acentuada do consumo.
FONTE: Política argentina

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) subiu 1,6% em junho, menos uma décima do que em maio, e consolida a narrativa do ministro da Economia, Luis Caputo, que promete fechar o ano com um piso de 30%. Este número acontece no meio de um confronto com os governadores, que exigem a retenção de verbas e denunciam ajustes nas províncias.
Com este número, a variação acumulada dos preços nos últimos doze meses atingiu os 39,4%.
De acordo com o índice oficial, a inflação acumulada no primeiro semestre foi de 15,1%. Assim, o governo registra dois meses consecutivos de aumentos mensais de preços inferiores a 2%, marca que foi quebrada em maio pela primeira vez desde 2020.
O consenso do setor privado apontava para um Índice de Preços no Consumidor (IPC) de 1,8% no mês passado, taxa que, segundo estimam, deverá manter-se inalterada durante o resto do ano.
