07/08/2025 │Uma pesquisa da Atlas Intel para Bloomberg mostra que o desemprego subiu para o topo da lista de preocupações sociais, com 44%, acima da inflação (41%) e da corrupção (35%), em meio ao fechamento de empresas e fábricas.
FONTE: Política argentina

A Atlas Intel alerta que “o desemprego está no topo da lista de preocupação dos argentinos, com 44% dos votos, acima da inflação (41%) e da corrupção (35%)”, um salto de 14 pontos entre abril e maio, após a onda de fechamento de empresas nos últimos dois meses. Setenta e quatro por cento descrevem o mercado de trabalho como ruim e 49% esperam que a situação piore em seis meses.
O estudo reflete dados oficiais: o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) registra uma taxa de desemprego de 7,9% no primeiro trimestre, afetando 1,7 milhão de pessoas. Os Industriais e as PMEs (empresas pequenas e médias) observam que “entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025, mais de 12.000 pequenas e médias empresas deixarão de operar” e o setor produtivo será reduzido a 499.371 unidades ativas.

O medo do desemprego revive cenas da década de 1990, quando o plano da “Conversibilidade” (1 dólar = 1 peso) controlava a inflação, mas coexistia com o desemprego de dois dígitos que levou à crise de 2001. Agora, 67% consideram a economia como um todo ruim e 62% aplicam o mesmo rótulo à situação de suas famílias.
Diante dessa situação, as opiniões sobre o presidente se dividem: 44,3% aprovam a gestão de Javier Milei e 44,1% desaprovam; 41,4% avaliam sua administração como “ruim ou muito ruim” e 37,6% como “excelente ou boa”.
Enquanto isso, a imagem pessoal de Milei caiu três pontos, de 50 para 47, confirmando que a crise econômica também está minando a confiança pública.
