17/06/2025│O juiz Jorge Gorini notificou Cristina Fernández de Kirchner via Zoom, evitando assim uma grande mobilização em frente ao tribunal. Os promotores Luciani e Mola se opuseram à medida.
FONTE: Primereando las noticias

O tribunal federal decidiu na terça-feira, 17, que Cristina Fernández de Kirchner cumprirá sua pena de seis anos no caso “Vialidade” em seu apartamento no bairro de Constitución, em Buenos Aires.
O juiz Gorini notificou CFK por meio de uma audiência virtual via Zoom, e não presencialmente, para interromper a mobilização planejada para esta quarta-feira em frente aos tribunais federais de Buenos Aires, onde milhares de apoiadores haviam anunciado que acompanhariam a ex-presidenta em sua chegada.
Os promotores Diego Luciani e Sergio Mola, principais defensores da condenação de CFK, manifestaram-se contra a prisão domiciliar. Argumentaram que não havia razões médicas ou de segurança que a justificassem, apesar de a ex-presidente estar sob custódia permanente da Polícia Federal por ter sido presidenta, o que exige que qualquer instituição penitenciária garanta altos níveis de segurança, o que acarreta custos logísticos e riscos operacionais.
Em sua defesa, a equipe jurídica da ex-presidenta alegou múltiplas razões. Sua idade (72 anos), a necessidade de custodia permanente e o fato de ter sido vítima de uma tentativa de assassinato durante o processo judicial foram alguns dos argumentos utilizados.
O governo de Javier Milei vinha trabalhando nas últimas horas para impedir a marcha planejada pelos apoiadores para esta quarta-feira 18 uma vez que uma mobilização em larga escala em frente ao tribunal teria sido um cenário difícil de administrar do ponto de vista político e midiático. A imagem de milhares de pessoas apoiando uma mulher condenada no tribunal teria tido um impacto negativo sobre o governo, especialmente na cobertura internacional.
