25/03/2025│Esses são dados de um novo relatório da consultoria Zubán Córdoba. 63% têm imagem negativa do FMI e Milei acumula três meses consecutivos com aprovação do seu governo em queda.
FONTE: Diario Contexto

O apoio popular ao Governo de Javier Milei continua diminuindo e a sua imagem negativa atingiu 58,5%, enquanto 58% desaprovam a sua gestão, segundo um relatório da consultora Zubán Córdoba.
O estudo sustenta que a queda da imagem da gestão libertária é uma “nova tendência” que começou em janeiro e “se consolidou desde então”.
58,4% dos entrevistados desaprovam a gestão de Milei, enquanto 41,6% a aprovam. Já são três meses consecutivos de queda na aprovação: 47,3% em novembro, 45,1% em dezembro, 42,8% em fevereiro e 41,6% em março.
A economia tem grande impacto na queda dessa aprovação. Dos três principais temas detalhados no relatório, dois são econômicos: a rejeição do acordo com o FMI e a desconfiança no controle da inflação, juntamente com a insegurança. “63% têm uma imagem negativa do FMI. E também 63% rejeitam a possibilidade de um novo empréstimo. O novo acordo com o FMI, embora importante para o governo, gera rejeição na opinião pública. Um alarme para os governos que insistem em vender estes pactos como um triunfo político”, afirma o estudo.
Estes dados fazem parte da tensa espera do Governo para que o FMI desembolse um novo empréstimo que, segundo a Agência Bloomberg, atingiria os 20 bilhões de dólares, para conter a corrida cambial. Também é constante o sangramento das reservas do Banco Central, que em apenas seis dias consecutivos vendeu 1.2 bilhões de dólares. Foi para conter uma nova corrida cambial, numa tentativa do Governo de dar sinais de estabilidade num mercado cada vez mais desconfiado.
Na pesquisa Zubán Córdoba, 62% concordaram com a seguinte frase: “Quando os governos argentinos pedem empréstimos ao FMI é porque a economia do país está muito ruim”. Por sua vez, 69% responderam de acordo que “os empréstimos do FMI têm sido prejudiciais para a Argentina”. Estas inclinações contrastam com a posição do governo nacional, que comemorou como um triunfo político voltar a endividar-se com a organização após o fracasso do empréstimo recorde que o FMI concedeu à gestão de Mauricio Macri.
