02/07/2025 | Da Casa Rosada afirmaram que o Governo abandonará a organização. Quais foram os motivos? Por outro lado, confirmam que a Argentina sairá da OMS e que não dependerá do Congresso.
FONTE: El Destape

O governo de Javier Milei aprofundará a sua posição de isolamento e a Argentina deixará outra organização internacional, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU). Isto ocorre na mesma semana em que foi anunciado que o país se retirará da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma decisão que, dizem na Casa Rosada, será tomada mesmo que os Estados Unidos possam recuar com uma medida semelhante.
Segundo fontes da Casa Rosada, a Argentina deixará o Conselho de Direitos Humanos da ONU. Tal como a saída da OMS, esta decisão está em linha com as ações de Donald Trump no início do seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos. “O Conselho não está interessado nos direitos humanos nem os respeita”, disse a liderança Mileista, usando como exemplo a situação em Israel e na Venezuela.
Em qualquer caso, a decisão parece ser mais uma posição política para gerar agitação mediática do que um facto em si, já que hoje a Argentina não faz parte dessa organização. O Conselho dos Direitos Humanos é composto por quarenta e sete Estados-Membros eleitos pela Assembleia Geral por um período de três anos. A Argentina o integrou nos dois últimos períodos e agora ele não pode ser reeleito. Na terça-feira, Trump avançou com novos decretos retirando os Estados Unidos das organizações multilaterais. Entre as ordens que assinou estão a que permite a saída do seu país do Conselho de Direitos Humanos da ONU e a revisão da “participação americana na UNESCO” por considerar que tem um viés “antiamericano”. Ele também ordenou o congelamento de fundos da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNRWA).
