05/02/2025│O governo Milei justificou a saída da OMS com uma economia de 10 milhões de dólares anuais, mas a medida pode comprometer a saúde pública e a cooperação internacional.
FONTE: Primereando las noticias

O governo de Javier Milei decidiu retirar a Argentina da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma medida que pode ter consequências devastadoras para a saúde pública do país. O anúncio, feito pelo porta-voz presidencial Manuel Adorni, será formalizado por decreto que o presidente assinará. Essa decisão não é isolada: num gesto que lembra a política de Donald Trump, que também retirou os Estados Unidos da OMS, Milei parece seguir uma estratégia de confronto com organizações internacionais.
A medida, a primeira de uma série de desengajamentos que o governo libertário pretende realizar, mostra uma perigosa inclinação para isolar o país dos fóruns internacionais. Através desta ação, são levantadas questões sobre o impacto na saúde da população argentina, que poderia ser privada de recursos e de cooperação global em tempos de crises sanitárias.
Milei realmente acredita que esta decisão ajudará a melhorar a situação econômica do país? Ou você está apenas procurando dar um golpe que, na melhor das hipóteses, apenas coloque em risco a saúde de milhões de argentinos?
Além disso, o governo parece justificar esta decisão com um argumento financeiro, mencionando que ser membro da OMS custa ao país cerca de 10 milhões de dólares anuais. Mas, em tempos de ajustes e promessas de austeridade, será que esta medida contribuirá realmente para a redução dos custos do Estado ou será apenas uma cortina de fumaça para desviar a atenção de outros problemas mais urgentes?
No plano internacional surge uma preocupação ainda maior, já que com este passo, Milei parece apostar numa relação mais próxima com governos autoritários, como o de Trump. Mas a verdadeira questão é: o presidente acredita que, com este tipo de medidas, o FMI, com as suas exigências históricas, lhe concederá novos desembolsos com decisões como esta?
