Axel Kicillof apoiou Cristina Kirchner na preparação para a decisão no caso ‘Vialidade’: “É um falso julgamento de perseguição política e proscrição”

11/11/2024│O governador de Buenos Aires questionou fortemente a Justiça argentina ao considerar que, na ação judicial em que pediram seis anos de prisão para a ex-presidenta, “não há uma única prova de crime. Esta prestes a ser consumado um escândalo jurídico”, ressaltou.

FONTE: Política argentina

Depois da interna no peronismo, e ante a sentença judiciária que será conhecida na próxima quarta-feira sobre o caso ‘Vialidade’, o governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, manifestou forte apoio à ex-presidenta Cristina Fernández de Kirchner e sublinhou que a sentença “é absolutamente fictícia” e é “um caso de perseguição política e proscrição“. 

Nesta quarta-feira 13, a Câmara de Cassação Penal anunciará se confirma ou descarta a pena da ex-presidenta de seis anos de prisão e inabilitação perpétua para o exercício de cargos públicos. “Está prestes a ser consumado um escândalo jurídico que tem imensa gravidade porque inaugura um novo gênero que eu chamaria de ‘ficção jurídica’. Vai ser emitida uma nova decisão num caso em que não há uma única prova, não há um único crime”, considerou Kicillof na sua habitual conferência de imprensa.

Nesse sentido, o governador destacou que “é ‘Justiça Fantasia’ porque tudo o que vai ser dito não existiu, não aconteceu, mas será dado como certo para gerar disciplina para todos que queiram realizar determinadas políticas.”

E alertou sobre “a gravidade institucional” que desencadeia “este tipo de julgamentos totalmente falsos”: “É uma sentença absolutamente fictícia, com o propósito de ‘ensujar’ e com o agravante de se transformar em caso de perseguição política e proscrição”, observou.

Além disso, o Governador acusou alguns meios de comunicação e um setor do Departamento de Justiça de trabalharem em conluio para ativar “um dispositivo que visa gerar uma imagem negativa dos líderes do campo popular”.

O Tribunal Federal de Cassação Penal anunciará sua decisão nesta quarta-feira, às 11h, no caso de obras públicas na província de Santa Cruz. A Câmara IV de Cassação deverá decidir se confirma a pena de prisão de seis anos e inabilitação perpétua de Cristina para o exercício de cargos públicos, se a eleva para 12 anos pelo crime de associação ilícita – conforme solicitado pelo Ministério Público – ou se a revoga, como solicitou a defesa do atual chefe do Partido Justicialista e dos demais acusados.