03/07/2024│Isso se deve à paralisação temporária da produção em diversas fábricas causada pela recessão, a queda nas exportações e as dificuldades de importação.
FONTE: Tiempo argentino
Por Martin Ferreyra

As fábricas de veículos argentinas produziram 32.049 unidades em junho, 16,7% menos que em maio passado e 40,2% abaixo do recorde do mesmo mês de 2023, informou esta quarta-feira a associação ADEFA.
As exportações atingiram 20.884 unidades, com quedas de 9,1% em relação ao mês anterior e de 10,3% em relação a junho do ano passado.
O relatório do setor acrescenta que as vendas no atacado atingiram a cifra de 32.333 veículos expedidos para a rede de concessionárias, fluxo 16,1% superior ao de maio, mas 26,7% inferior ao de junho de 2023.
Em todo o primeiro semestre, a produção foi de 216.736 veículos de passeio e utilitários, quantidade 26,7% inferior à fabricada no primeiro semestre de 2023.
Em junho, foram produzidos apenas 27.277 carros.
O sexto mês deste ano foi caracterizado por paradas de produção em seis terminais. As montadoras que tomaram essa decisão foram Renault, Toyota, Fiat, General Motors, Mercedes Benz e Volkswagen.
As razões foram, principalmente, a queda da procura interna no contexto da recessão, mas também a diminuição das vendas para o mercado externo e os problemas na importação de peças para a produção.
Como resultado destas paralizações, os dias úteis de junho atingiram 15, um a menos que no mês anterior e menos cinco que em junho de 2023, esclareceu a ADEFA.
Embora a gravidade da queda seja óbvia, o presidente da entidade, Martín Zuppi (da empresa automóvel Stellantis) baixou o tom e disse que os números até ao primeiro semestre expressam a adaptação do sector ao novo contexto econômico e a organização dos programas produtivos das empresas.
Em linha com essa visão, Zuppi apelou a “redobrar esforços e continuar a trabalhar em conjunto com a cadeia de valor e o governo numa agenda proativa”.
À porta fechada, as empresas fazem as contas, pensando na produção mínima necessária para salvar o ano e conter a agitação gerada pelas demissões e suspensões.
Precisamente, os trabalhadores do sector expressaram a sua preocupação com a orientação econômica geral do governo de La Libertad Avanza e, especialmente, com aprovação da Lei de Bases.
Durante o debate legislativo sobre a norma, o vice-secretário do sindicato dos metalúrgicos da cidade de Mar del Plata, Sergio Arista, lamentou o avanço da norma no Congresso e projetou a possibilidade de que este ano sejam perdidos cerca de 70 mil empregos no setor. Até junho, as demissões no setor rondaram os 12 mil, garantiu o sindicalista à imprensa.
