05/06/2024│A indústria argentina acumulou mais de dez quedas consecutivas, desabando 16,6% em abril face ao mesmo mês do ano passado. Nesse mesmo sentido, a construção sofreu um colapso de 37,2% em abril e em 2024 acumulou uma queda de 32% face ao mesmo período de 2023.
FONTE: Política argentina

A indústria acumulou mais de dez quedas interanuais consecutivas, colapsando 16,6% em abril, face ao mesmo mês do ano passado.
Contudo, a atividade do setor melhorou ligeiramente em relação a março e conseguiu encerrar uma série de seis quedas mensais consecutivas. Apesar dessa melhora, nos primeiros quatro meses a produção industrial acumulou queda de 15,4% frente aos primeiros quatro meses de 2023.
A produção de alimentos e bebidas foi a que mais explicou a queda geral, pois representa quase um quarto do Índice de Produção Industrial (IPI) construído pelo INDEC. O principal impacto negativo nesta área foi a produção de bebidas não alcoólicas, que despencou 27%.
Dos demais itens, destacaram-se as variações negativas em máquinas e equipamentos (-29%), materiais de construção (-35,2%) e metalurgia básica (-19,3%).
Em máquinas e equipamentos, o fraco desempenho foi explicado principalmente pela crise na fabricação de máquinas agrícolas e eletrodomésticos.
Os maus dados relativos às indústrias metalúrgicas básicas responderam fundamentalmente a uma queda de quase 27% na indústria siderúrgica.
De acordo com levantamentos realizados a empresários representativos destes setores, o menor consumo interno foi o fator que mais pareceu causar esta crise industrial. Os problemas de acesso a insumos importados também tiveram impacto, como no caso da produção de máquinas agrícolas ou da produção automotiva, que sofreu uma contração anual de 18,1%.
COLAPSO DA CONSTRUÇÃO
A construção sofreu um colapso interanual de 37,2% em abril, e em 2024, acumulou uma queda de 32% face ao mesmo período de 2023, conforme informou nesta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC).
Além disso, na série com ajuste sazonal, apresentou aumento de 1,7%. Este é o primeiro aumento desde julho de 2023, quando avançou 0,5% nessa mesma série. Entretanto, o índice da série tendência-ciclo registra uma variação negativa de 4,5% face ao mês anterior.
