Governo Milei ratificou apoio a Israel na escalada de tensão no Médio Oriente e desconsiderou represálias terroristas

15/04/2023│O porta-voz presidencial, Manuel Adorni, referiu-se à posição da Argentina e explicou o papel que o embaixador israelense Eyal Sela teve na preparação para a reunião do comitê de crise.

FONTE: Política argentina

O porta-voz presidencial, Manuel Adorni, ratificou nesta segunda-feira a posição da Argentina de apoio a Israel na escalada de tensão no Médio Oriente devido ao ataque do Irão e sublinhou a necessidade de “defender o mundo livre”.

No habitual encontro matinal com a imprensa, Adorni negou que a posição do Governo provoque uma retaliação terrorista: “Não consideramos que enfrentar um problema que o mundo tem nos tornará alvo ou mudará a situação de um país que já teve dois ataques” [destruição da embaixada de Israel em 1992 e da associação israelita de ajuda social AMIA em 1994].

No entanto, explicou que “estão sendo tomadas medidas para ter efetivamente um maior controle na fronteira e o Ministério da Segurança trabalha em conjunto com o de  Defesa e Interior para ter outros tipos de alertas caso ocorra algum episódio que possa chamar a nossa atenção”.

“Só temos que ficar do lado daqueles que defendem o mundo livre. Neutro ou não neutro ficou obsoleto, acreditamos que o mundo hoje está em risco”, afirmou.

Nesse sentido, insistiu: “Consideramos o ataque do Irão não só a Israel, mas ao Ocidente, à liberdade individual, ao mundo livre que defendemos. A nossa posição é clara: defender as democracias, o mundo livre e os direitos dos cidadãos que são atacados por Estados e governos que não querem a paz.

Por outro lado, explicou o papel que o embaixador israelita Eyal Sela teve na preparação para a reunião do comitê de crise, que aconteceu ontem à noite. “O embaixador não participou da reunião de gabinete. Houve uma reunião prévia com ele, onde fez uma breve apresentação. Não era apropriado que ele participasse da reunião de gabinete porque se trata de um tema que cabe apenas às autoridades argentinas discutir.

Ele terminou de falar e saiu da casa do governo”, explicou o porta-voz presidencial.