Com Javier Milei os salários perderam 24% do poder de compra

13/04/2023│O salário médio em Fevereiro foi de 619.007,05 pesos, valor que voltou a ficar abaixo do índice de pobreza familiar, próximo a crise de 2001.

FONTE: Ámbito financiero

Como consequência do impacto do ajuste econômico e da liquefação dos salários e aposentadorias, os salários para quem tem carteira assinada registraram, em fevereiro, o quarto mês consecutivo de queda face à inflação, acumulando uma queda de 23,9% desde novembro, e aproximam-se do mínimo histórico na crise social de 2001.

Segundo dados da Remuneração Tributável dos Trabalhadores Fixos (RIPTE), os salários aumentaram 11,5% no segundo mês do ano, face à inflação que atingiu 13,2%, refletida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do INDEC.

Desta forma, o salário médio em fevereiro foi de 619.007 pesos (aproximadamente R$ 3.600), valor que, assim como em janeiro, ficou abaixo do índice de pobreza familiar. Isto refletiu-se nos dados do INDEC, uma vez que um casal com 2 crianças necessitava de 690.901 pesos (R$4.000 aproximadamente) para cobrir as suas necessidades básicas, sem considerar o custo com o aluguel.

Os salários dos trabalhadores caíram 26% em comparação com fevereiro d e 2023, segundo cálculos do economista Salvador Vitelli, que contribuiu com a maior queda trimestral da história do índice. Nesse sentido, superaram o colapso da crise de 2001 num período de quatro meses, que foi de 20%.

Vale lembrar que o RIPTE é definido como a remuneração média sujeita a contribuições ao Sistema Integrado de Pensões Argentino (SIPA) recebida pelos trabalhadores que estão sob uma relação de dependência e que foram declaradas continuamente durante os últimos 13 meses. O indicador é uma das variáveis ​​que é tida em conta para o cálculo da mobilidade das pensões e aposentadorias juntamente com a evolução da arrecadação fiscal que vai para a Segurança Social.

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