11/04/2024│A Confederação geral do trabalho (CGT) se mobilizará no 1 de maio, Dia do Trabalho, e uma semana depois entrará em greve geral.
FONTE: Diario Contexto

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) anunciou uma mobilização que promete ser massiva para o dia 1º de maio e uma greve geral para o dia 9, em rechaço ao modelo econômico de Javier Milei. Esta é a segunda greve geral neste governo, depois da realizada em 24 de janeiro.
O anúncio ocorre um dia depois da CGT se reunir com o governo nacional. Onze dirigentes da CGT, incluindo os co-secretários-gerais Héctor Daer e Carlos Acuña, reuniram-se com o Ministro do Interior, Guillermo Francos. No encontro, a central sindical manifestou a sua preocupação com a falta de realização de negociações salariais livres, a volta do imposto aos lucros (cobrado dos trabalhadores) e o ajuste imposto pelo Governo. Da mesma forma, apresentaram a “Agenda para um Novo Contrato Social”, documento elaborado pela CGT com 17 pontos em busca de “um país com desenvolvimento, produção e trabalho”.
Após a reunião, Francos destacou que um dos pontos também foi a Lei de Bases [mega projeto de lei do governo], algo que os dirigentes sindicais não se recusaram a discutir. Na verdade, na Agenda apresentada pela CGT destacam a necessidade de um novo regime laboral, mas apontaram a importância de “não prejudicar os direitos conquistados”.
O Governo tinha analisado que, após a reunião de quarta-feira, a CGT não faria greve como já havia rumores. Sem ir mais longe, na sua habitual conferência, o porta-voz presidencial, Manuel Adorni, destacou a importância do encontro e descartou a greve. “A reunião decorreu de fato em bons termos, foi determinado que o canal de diálogo está aberto. Foi uma reunião positiva porque todos entendemos a situação crítica da Argentina e entendo que a responsabilidade sindical está garantida”, disse, acrescentando que “a greve da CGT não existirá”.
Horas depois, a CGT, em reunião liderada por Héctor Daer, Pablo Moyano e Carlos Acuña, determinou que a greve ocorreria no dia 9 de maio, após a mobilização do Dia Internacional dos Trabalhadores.
