22/11/2023│A possível suspensão da cooperação da Argentina com a China e o Brasil colocaria em risco o seu comércio médio de 4,2 bilhões de dólares por mês com ambos os países, estimou Sputnik com base em dados do serviço estatístico argentino.
FONTE: Sputnik

No dia 19 de novembro, o político argentino Javier Milei, da aliança La Libertad Avanza, venceu o segundo turno das eleições presidenciais na Argentina.
Durante a campanha presidencial, Milei foi contra a adesão aos BRICS e à cooperação com a China, Brasil e Rússia, e defendeu uma política externa orientada para Israel e os Estados Unidos.
No entanto, o Brasil tornou-se o maior parceiro comercial da Argentina entre janeiro e setembro de 2023, segundo mostram os dados. Durante este período, a Argentina forneceu ao seu vizinho bens no valor de 8,9 bilhões de dólares e comprou bens no valor de 14,1 bilhões de dólares, elevando o déficit comercial da Argentina com o Brasil para 5,2 bilhões de dólares.
A China, por sua vez, forneceu bens no valor de 11 bilhões de dólares à Argentina e comprou bens no valor de 3,96 bilhões de dólares, resultando numa balança comercial de 7 bilhões de dólares a favor da China.
Os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial da Argentina: as exportações dos EUA para o país ascendem a 6,9 bilhões de dólares e as importações a 3,97 bilhões. A Argentina também tem um déficit comercial com os Estados Unidos que ascende a 3 bilhões de dólares.
Ao mesmo tempo, os fluxos de mercadorias com a China, o Brasil e os Estados Unidos não são intercambiáveis. Enquanto o Brasil importa principalmente produtos petrolíferos, petróleo e grãos, a China importa principalmente carne, grãos e soja, e os Estados Unidos importam petróleo, metais preciosos e alumínio. A situação é semelhante com as importações da Argentina: enquanto o Brasil fornece principalmente soja, automóveis e eletricidade, a China fornece diversos equipamentos e os Estados Unidos fornecem gás natural liquefeito, diesel e carvão, mostram os dados estatísticos.
