“A Argentina tem um dos menores níveis de desemprego da década”

De Mendiguren, secretário argentino da Indústria, destacou o crescimento dos últimos três anos e, embora reconheça que há “inconvenientes”, lembrou que no governo Macri a economia “despencou sem guerra e sem pandemia”.

FONTE: Agência Télam

O secretário de Indústria, José De Mendiguren, afirmou nesta segunda-feira que “a Argentina tem um dos níveis de desemprego mais baixos dos últimos nove anos”, e destacou o crescimento econômico sustentado dos últimos três anos.

“A Argentina hoje tem um dos níveis de desemprego mais baixos dos últimos nove anos, não chega a 7%”, especificou De Mendiguren à FM La Patriada, e sustentou que “claro que há desvantagens, que têm a ver com dólares e insumos, mas estamos crescendo”.

No caso da indústria em particular, ele especificou que considerando “o [período] pré-pandemia, ela vem crescendo 12% no geral”.

“Durante os 4 anos do governo anterior, a economia despencou sem guerra e sem pandemia. Vamos encerrar o governo com três anos consecutivos de crescimento econômico”, enfatizou o governante.

De Mendiguren também se referiu à inflação e reconheceu que “o dinheiro não chega para quem trabalha, é muito difícil manter o poder de compra com este nível de inflação”.

Nesta linha, frisou que “quando tomamos posse atacamos fortemente esta questão e acabamos com uma inflação de 80% quando projetavam 140%”, e afirmou que “ainda é muito, mas pretendemos continuar nesse caminho”.

Ele também analisou os acordos de preços e destacou que eles abrangem “tanto os preços quanto o fornecimento com grandes empresas”.

Além disso, apontou que “em vários casos está falhando”, mas frisou que “estão sendo aplicadas multas significativas, e se requer colaboração”.

Da mesma forma, apelou às empresas que tiveram “enorme ajuda do setor público” durante a pandemia, e que “isso tem de ser devolvido”.

Por outro lado, em relação ao Brasil, disse que os dois países “têm uma abundância de recursos de que o mundo precisa”, por isso é preciso “trabalhar juntos e se complementar, para poder negociar um com o outro”. “Não usar os dólares que estão escassos é importante para nossas reservas”, destacou o secretário, que sustentou que “o país está em um cenário próximo de uma grande melhora econômica”.

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