Alberto Fernández pediu que a Justiça investigue a viagem de juízes, promotores, funcionários de Larreta e do Clarín ao Lago Escondido

O Presidente argentino encarregou o Ministro da Justiça, Martín Soria, de fazer uma apresentação perante o Ministério Público e solicitou aos representantes do Conselho da Magistratura que procedessem à abertura de um processo investigatório perante a Comissão Disciplinar. Ele também encarregou os legisladores da Frente de Todos de avançar com impeachment no Legislativo, se necessário.

FONTE: Política argentina

Após as polêmicas mensagens no Telegram, o presidente Alberto Fernández Alberto pediu nesta segunda-feira, em rede nacional, que a Justiça investigue a viagem de juízes, promotores, funcionários do prefeito da cidade de Buenos Aires, Enrique Larreta, e do grupo Clarín ao Lago Escondido.

O presidente encarregou o ministro da Justiça, Martín Soria, de fazer uma apresentação perante o Ministério Público e pediu aos representantes do Judiciário no Conselho da Magistratura que façam a abertura de um processo investigatório na Comissão Disciplinar.

Por sua vez, solicitou ao Congresso Nacional que avance com o tratamento dos projetos de reforma do Judiciário pendentes e a normalização necessária do cargo de Procurador-Geral da Nação.

Em meados de outubro, veio à tona um suposto encontro entre juízes e oficiais de justiça que tinham em mãos casos que complicavam o kirchnerismo e outros cujas decisões favoreciam pessoas próximas ao macrismo e grupos econômicos concentrados. Dirigentes do PRO e diretores do Grupo Clarín também fizeram parte desse conclave.

“Tudo parece indicar que a deterioração da qualidade institucional promovida por alguns juízes, promotores, ex-funcionários e empresários foi mais uma vez exposta”, disse o presidente.

E acrescentou: “A democracia está ferida pela promiscuidade antirrepublicana com que se movem alguns empresários, juízes, procuradores, funcionários”. Nesse sentido, observou que “em muitos casos eles buscam vantagens indevidas, enquanto em outros eles simplesmente encorajam a perseguição daqueles que os confrontam”.

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