Continua a vigília da militância em frente à casa de Cristina pelo décimo primeiro dia consecutivo

As manifestações de apoio à vice-presidenta e o repúdio à perseguição judicial continuam em todo o país.

FUENTE: Tiempo argentino

Militantes de várias organizações sociais, políticas e estudantis mantêm nesta quinta-feira, pelo décimo primeiro dia consecutivo, uma vigília em frente à casa da vice-presidenta Cristina Fernández de Kirchner, no bairro da Recoleta, em Buenos Aires.

A manifestação em apoio à ex-presidenta continuou na esquina da rua Juncal e Uruguai, no bairro da Recoleta, em Buenos Aires, sem interrupção do tráfego de veículos, já que os apoiadores permaneceram na calçada, esperando Cristina sair de casa rumo ao Congresso Nacional, algo que nos últimos dias vem ocorrendo ao meio-dia.

A ideia de todos os grupos que estão aqui é continuar com a vigília, com uma presença mais forte nos momentos em que ela (Cristina) sai e entra na sua casa. Mas sim, a vigília na [rua] Juncal continua”, disse à agência Télam um jovem líder de uma das organizações que mantém a manifestação popular na rua.

Raúl Delgado, conselheiro da Frente de Todos (FdT) e líder da Corrente Nacional Martín Fierro no município bonaerense de Florencio Varela, informou a essa agência: “Nós, juntamente com outras organizações, continuaremos acompanhando Cristina na porta da casa dela. Continuaremos aqui para cuidá-la diante das ameaças permanentes do prefeito (Horacio Rodríguez) Larreta e seus seguidores. Sem dúvida, o Chefe de Governo [da cidade de Buenos Aires] brinca de ser o braço executor do partido judicial do país”.

A militância vai continuar protegendo o povo, Cristina e o peronismo dos golpistas do Judiciário”, completou o dirigente.

Com grande presença de manifestantes, o que obrigou o trânsito a ser interrompido na rua Juncal, a vice-presidenta chegou em sua casa na noite de ontem às 20h25, cercada por seus guardas e por muitos celulares tentando tirar uma foto, assim como por braços em busca de uma saudação de Fernández de Kirchner.

A Presidenta do Senado aproximou-se daqueles que esperaram a tarde toda pela sua chegada para assinar exemplares de seu livro “Sinceramente”, enquanto a multidão cantava e aplaudia de braços erguidos. A vigília dos manifestantes começou na segunda-feira, 22 deste mês, depois que o promotor Diego Luciani solicitou, na sua alegação no julgamento da obra pública em Santa Cruz, uma pena de 12 anos de prisão e inabilitação perpétua para o exercício de cargos públicos para a vice-presidenta.

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