YPF vai industrializar lítio em conjunto com empresa chinesa

O acordo estabelece a exploração, produção, comercialização e industrialização do mineral. O acordo faz parte da política de incentivo do uso do lítio entre os dois países.

FONTE: Agencia Télam

O embaixador argentino em Pequim, Sabino Vaca Narvaja, o presidente da YPF Tecnologia, Roberto Salvarezza, e o CEO da Tianqi Lithium – uma das três empresas mais importantes do mundo dedicadas ao lítio -, Xia Juncheng, assinaram um acordo na cidade chinesa de Chengdu para investir conjuntamente na exploração, produção, comercialização e industrialização deste valioso mineral.

O acordo faz parte da política de promoção da industrialização do lítio promovida pela Embaixada argentina na China para incentivar o desenvolvimento industrial nacional, gerar empregos genuínos e aumentar as exportações de bens tecnológicos.

Por isso, a possibilidade de transferência de tecnologia da China para a Argentina esteve presente nas negociações, como contribuição da Tianqi Lithium, líder mundial do setor, para a divisão da empresa estatal argentina YPF Litio, que anunciou a produção de baterias a partir de dezembro. Da mesma forma, empresas chinesas como a Gotion, em Jujuy, também fabricarão baterias de lítio, e a montadora Chery informou que fabricará carros elétricos na Argentina, situação que pode iniciar uma reconversão da indústria no país com base na forte promoção de eletromobilidade e chegar a se tornar um HUB (centro) regional.

Desde o ano passado, a empresa estatal argentina YPF tem uma divisão dedicada ao lítio -que esteve presente na assinatura do acordo- anunciou que produzirá baterias com este material a partir de dezembro em uma fábrica localizada na cidade de Berisso na província de Buenos Aires. A fábrica faz parte da divisão YPF Tecnologia da estatal. A produção anual será de cerca de 13 MWh, o que equivale a 1.000 baterias para armazenamento estacionário de energias renováveis ​​ou cerca de 50 para ônibus elétricos. No lançamento do programa, o presidente Alberto Fernández assegurou que “a Argentina é a segunda reserva de lítio do mundo”, então “não só temos que exportá-lo, mas também industrializá-lo”.

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