Comércio Argentina-Brasil cresceu 41% em maio

O fluxo comercial entre Argentina e Brasil registrou aumento anual de 41% em maio, atingindo US$ 2,69 bilhões no mês, maior valor para o período desde 2013, impulsionado pelo aumento dos preços dos produtos.

FONTE: Primereando las noticias

As exportações argentinas somaram US$ 1,22 bilhões em maio, com alta de 51% em relação ao ano anterior, enquanto as importações de produtos brasileiros cresceram 34%, para um montante de US$ 1,46 bilhões, o que marcou diferença em relação aos meses anteriores, quando as importações superaram as exportações, segundo relatório da consultora Abeceb.

Dessa forma, maio fechou com déficit de US$ 244 milhões, valor inferior aos US$ 288 milhões registrados em maio de 2021.

Relativamente às exportações, após um fraco aumento de 4% em março e de 25% em abril, o bom número de crescimento de 51% em maio foi impulsionado por: “Trigo e centeio, não moído” (+32%); “Veículos de passageiros” (+34% interanual), em linha com o bom desempenho do setor automotivo local – as exportações, assim como a produção, aumentaram 27% nos primeiros cinco meses-; “Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários”; “Preparados de cereais, de farinha ou amido de frutas ou legumes” (+211% interanual).

As exportações de “Veículos automotores para transporte de mercadorias e usos especiais” – terceiro item mais importante, com quase 13% do total exportado – caíram 8% interanual, principalmente devido à diminuição de remessas de picapes.

As cinco categorias responderam por mais de 50% das vendas argentinas totais, com veículos e trigo respondendo por 41%.

No que se refere às importações, dentro dos produtos com maior participação no total, destacam-se os aumentos em “Combustíveis petrolíferos ou minerais betuminosos (exceto petróleo bruto)”; “Soja” (+253%); “Peças e acessórios para veículos automotores” (+29% interanual), insumos necessários à produção nacional de veículos, que vem crescendo e já acumula alta de 27% nos primeiros cinco meses do ano; “Minério de ferro e seus concentrados” (+20% interanual). Essas quatro categorias representaram quase 25% das importações.

Por último, as importações de “Veículos de Passageiros” – o segundo item com maior peso, representando 9% do total de compras – diminuíram 9% interanual, refletindo as atuais restrições ao comércio exterior.

Ao todo, nos primeiros cinco meses do ano, as importações acumularam US$ 5,90 bilhões (+28% em relação ao mesmo período de 2021), enquanto as exportações atingiram US$ 4,81 bilhões (+13% vs. janeiro-maio ​​de 2021).

Dessa forma, o saldo bilateral acumulado entre janeiro e maio foi negativo para Argentina em US$ 1,09 bilhões, praticamente triplicando o déficit do mesmo período de 2021 (US$ 341 milhões).

Daqui para frente, espera-se que se consolide a tendência de ampliação da balança comercial deficitária com o Brasil. Com as importações crescendo acima das exportações, o déficit comercial pode fechar 2022 em torno de US$ 2,5/2,7 bilhões, abaixo da média de US$ 3,7 bilhões verificada entre 2010 e 2017 anterior à crise 2018-2019 na Argentina e à pandemia.

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