Forte recuperação da indústria: cresceu 10,5% em junho

O setor industrial argentino se recuperou da queda causada pela segunda onda de COVID-19 e das severas restrições à circulação. Assim, os níveis de produção ficaram 4,6% acima dos de dezembro e também 8,5% acima dos pré-pandêmicos.

FONTE: BAE Negocios

Por Mariano Cuparo Ortiz

A indústria argentina se recuperou fortemente da paralisação provocada pela segunda onda de coronavírus e registrou alta de 10,5% em seus níveis de produção.

Os dados correspondem a junho e apontaram crescimento da indústria de transformação 4,6% em relação a dezembro de 2020 e até 8,5% acima de fevereiro desse mesmo ano, ou seja, o pré-pandêmico.

Os números foram divulgados pelo INDEC (Instituto Nacional de Estatísticas e Censo) por meio do relatório do Índice da Produção Industrial (IPI), correspondente ao mês de junho. Assim, após duas quedas consecutivas em abril e maio, causadas pelo pico de contágio da segunda onda de COVID-19 e as restrições à circulação, que afetaram o consumo, no final do semestre o setor manufatureiro conseguiu mais do que recuperar o que perdeu naquele período complicado. De fato, em relação a março, a melhora foi de 3,6%.

Segundo o Ministério da Economia: “Em termos interanuais, cresceu 19,1% (55,9% em abril e 30,2% em maio). Com esses dados, o primeiro semestre acumula alta de 22,4% interanual e de 4,6% ante o primeiro semestre de 2019 “.

Na comparação com junho de 2019, 13 dos 16 setores pesquisados pelo IPI cresceram. Tal como afirmaram desde o Ministério da Economia, as máximas subidas correspondem a Veículos automotores (39,1%), Máquinas e equipamentos (35,3%) e Químicos (20,6%), no entanto caíram Refino de petróleo, Móveis e colchões e Outros equipamentos de transporte. É importante destacar que em 16 de junho de 2019 ocorreu um apagão geral de eletricidade que afetou fundamentalmente os setores de processo contínuo como aço, papel, produtos químicos e refinarias.

Contudo, ao mesmo tempo, comentaram que: “Durante o mês de junho, ainda persistiram problemas associados ao fornecimento de oxigênio, somados ao absenteísmo laboral por infecções por COVID-19 e às dificuldades de logística internacional na indústria automotiva”.

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