O risco-país despenca 12,7% e os títulos de maior duração sobem mais de 12%. Isso acontece após a apresentação da proposta de reestruturação da dívida que o governo argentino fez na quinta-feira.
FONTE: Ámbito financiero

Por Mariana Leiva
O risco país argentino despencou 12,7%, para 3.479 unidades, os títulos subiram mais de 8% e as ações argentinas que operam em Wall Street subiram até 4% como uma primeira reação à proposta do governo nacional de reestruturar a dúvida.
O presidente Alberto Fernández apresentou, junto ao Ministro da Economia na quinta-feira, os termos da oferta de troca da dívida pública estrangeira, que inclui um período de carência de três anos e um desconto em termos de pagamento de capital de US $ 3,6 bilhões, com uma redução de juros da ordem de 62%.
Enquanto aguardavam mais detalhes da estruturação da oferta feita pelo governo aos detentores de títulos estrangeiros, os títulos argentinos subiram nesta sexta-feira mais de 8% e o risco-país caiu em 508 pontos-base.
Os títulos soberanos de maior duração lideraram as altas do mercado: o título de 100 anos subiu 12,3% e o Bonar 2037, 9,6%. Da mesma forma, entre os mais negociados, o Bonar subiu 2,9%; e o Descount sob a lei argentina, 8,15%.
Conforme explicado pelo ministro da economia, Martín Guzmán, na proposta de pagamento, realizada na quinta feira, haverá um corte na taxa de juros de cerca de 62%, o que permitiria uma economia de US $ 37,9 bilhões, enquanto no capital o corte será de 5,4% e o primeiro pagamento será efetuado. só em 2023.
