O presidente libertário voltou a tensionar a relação com o Brasil ao compartilhar uma postagem contra seu homólogo, Luiz Inácio Lula da Silva. Não é a primeira vez que eleva o tom: em julho, durante um ato em São Paulo ao lado de Flávio Bolsonaro, ele o havia chamado de “esquerdista”, “presidiário” e “ladrão”, além de ironizar uma falha no som e questionar a prisão de Jair Bolsonaro.
Fonte: C5N

Javier Milei continua tensionando a relação diplomática com seu homólogo brasileiro Luiz Inácio “Lula” da Silva. Desta vez, compartilhou em suas redes sociais uma postagem em que o chama de “LULA LADRÃO”, escrito em maiúsculas e acompanhado de uma frase que acende mais uma vez a polêmica entre os dois mandatários. “O que fez o povo rejeitar Lula e seu partido é, em grande medida, a corrupção”, diz a postagem.
Em plena campanha presidencial e a caminho do segundo turno de 25 de outubro, que definirá se o Brasil reelege seu atual governo ou dá uma guinada em direção a Flávio Bolsonaro — filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado —, o presidente argentino volta a se posicionar a favor de “ideias da liberdade” e tensiona a relação com Lula.
Milei publicou nesta quarta-feira em seus stories uma foto do presidente brasileiro em que volta a chamá-lo de “ladrão”. A imagem corresponde a um card do Instituto Cato, um centro de estudos liberal com sede nos Estados Unidos que o libertário compartilhou da conta @institutocat.

Milei já havia usado esse tipo de adjetivo contra Lula em outras ocasiões. Em 25 de julho, viajou a São Paulo e subiu ao palco do Pacaembu em um ato de campanha de Flávio Bolsonaro, acompanhado do governador Tarcísio de Freitas. Lá, mencionou-o como “Dom Lula”, “o esquerdista”, “ladrão” e “o presidiário”.
Em meio a uma falha técnica no som, ironizou: “Ei, quem mandou mexer nesses microfones? O ladrão?”. Também disparou que “é preciso parar com o lixo socialista” e questionou a prisão de Jair Bolsonaro: “Estou falando desse mesmo que manda prender opositores”.
As declarações geraram uma reação imediata no Brasil, que decidiu chamar seu embaixador em Buenos Aires para consultas. Pouco depois, o presidente voltou a insistir nas críticas: em uma entrevista televisiva, qualificou Lula como “um ladrão” e “um corrupto”, e afirmou que ele recuperou a liberdade “por uma falha no procedimento” e não por ser inocente.
