Os EUA buscam fortalecer a Argentina?

24/09/2025│A preocupação central é se a Argentina pode trocar ativos estratégicos, como sua posição no Atlântico Sul e capacidades espaciais, por empréstimos financeiros.

Por Ricardo Auer

FONTE: Y ahora qué

Ainda não está claro que compensações #Trump pedirá pela ajuda solicitada por #Milei. A posição geográfica argentina no Atlântico Sul e sua projeção para a Antártida, bem como a captação de sinais do espaço exterior para rastrear a trajetória de satélites, não são coisas insignificantes. A guerra cibernética também se desenrola no ciberespaço do cosmos polar.

O Presidente Javier Milei manteve desde o primeiro dia um alinhamento automático com os EUA e, mais especificamente, com Donald Trump, paralelamente ao seu apoio a Israel e a Benjamin Netanyahu. Como as coisas vão mal em termos econômico-financeiros, mas também no campo político interno (segundo ele, por culpa da ação da oposição), ele pede ajuda a seus aliados.

#Trump respondeu oferecendo todo o seu apoio para sua reeleição em 2027 (parece distante!). Netanyahu certamente fará o mesmo.

O que não está claro é como e que tipo de compensações eles solicitarão. As necessidades dos EUA são de ordem geopolítica. Principalmente, dificultar os avanços da China. Netanyahu igualmente precisa de apoios nas votações da ONU.

Que valor tem o que a Argentina pode oferecer a ambos? A posição geográfica argentina no Atlântico Sul e sua projeção para a Antártida, bem como a captação de sinais do espaço exterior para rastrear a trajetória de satélites, não são coisas insignificantes. A guerra cibernética também se desenrola no ciberespaço do cosmos polar.

A história se repete

A estratégica instalação da base científica dual chinesa em Neuquén serviu apenas para pedir um mísero swap (crédito) a Pequim. Agora, uma nova má prática macroeconômica de #Milei e do “Toto” Caputo (mesmo ministro do período de governo de Mauricio Macri), nos leva pelo mesmo caminho. Voltar a pedir outro mísero crédito não só nos endivida ainda mais: nós dilapidamos fortalezas de índole geopolítica, convertendo-as em fraquezas estratégicas. Tudo pela visão economicista e ideologizada de uma classe política brutalmente ignorante sobre a guerra irrestrita com a qual o mundo funciona, além de sua falta de patriotismo.