Forte alta da inflação de alimentos na pior semana do Governo

19/09/2025│Trata-se da inflação mais alta do setor em um mês e meio, que ocorreu após a alta do dólar pós-eleicões na Província de Buenos Aires.

FONTE: El Destape

A inflação em alimentos e bebidas acelerou fortemente durante a última semana, acompanhando a alta do dólar, e fechou como a maior alta de preços no setor desde a primeira semana de agosto, com aumentos liderados pelos panificados, laticínios e ovos.

Concretamente, a terceira semana de setembro apresentou uma inflação em alimentos e bebidas de 1,6% semanal, apontou o último relatório da consultoria LCG, ao qual El Destape teve acesso.

Esta forte alta ocorreu após quatro semanas nas quais praticamente não houve movimentos nos preços, já que desde a terceira semana de agosto os índices haviam oscilado entre altas de 0,1% e baixas de, no máximo, 0,2% semanal.

Precisamente, para encontrar uma alta mais elevada é necessário retroceder até a primeira semana de agosto, quando a inflação de alimentos foi de 2%.

O maior incremento ocorreu nos produtos de panificação, cereais e massas, que escalaram 5,2%, seguidos de perto pelos laticínios e ovos, com alta de 5,1%. Mais atrás ficaram os óleos e as frutas, ambos com uma variação de 2,5%, enquanto o segmento de açúcar, mel, doces e cacau subiu 1,6%.

Em níveis mais moderados, as bebidas e infusões para consumo domiciliar avançaram 1%, as refeições prontas para levar aumentaram 0,9% e os condimentos e outros produtos alimentícios, apenas 0,2%, de acordo com a LCG.

Em contraste, alguns segmentos registraram baixas. As carnes recuaram 0,1% e os legumes e verduras mostraram a queda mais pronunciada da semana, com um declínio de 3,4%.

Os alimentos e bebidas que mais e menos subiram na terceira semana de setembro

  • Produtos de panificação, cereais e massas: +5,2%
  • Laticínios e ovos: +5,1%
  • Óleos: +2,5%
  • Frutas: +2,5%
  • Açúcar, mel, doces e cacau: +1,6%
  • Bebidas e infusões para consumo em casa: +1,0%
  • Refeições prontas para levar: +0,9%
  • Condimentos e outros produtos alimentícios: +0,2%
  • Carnes: -0,1%
  • Legumes e verduras: -3,4%