A economia não se recupera: Indústria e construção recuaram em julho, agravando a estagnação

09/09/2025│Voltaram as luzes vermelhas na economia argentina em julho. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC), tanto a indústria quanto a construção civil registraram quedas em relação ao mês anterior, agravando a estagnação que afeta a atividade.

FONTE: Primereando las noticias

Indústria: queda generalizada em setores-chave

O Índice de Produção Industrial (IPI) da indústria de transformação despencou -2,3% em relação a junho e apresentou queda de -1,1% na comparação interanual.

O impacto foi amplo: nove dos 16 setores industriais fecharam com resultados negativos em relação a 2024. Entre os mais afetados:

Vestuário, couro e calçados: -10,7%

Têxtil: -10,1%

Produtos de metal: -8,5%

Veículos automotores e autopeças: -4,8%

Máquinas e equipamentos: -4,7%

A queda nesses setores reflete a desaceleração tanto do consumo quanto do investimento, afetando setores com impacto significativo no emprego.

Construção: recuperação interanual, mas queda mensal

O Indicador Sintético da Atividade da Construção (ISAC) apresentou contração de -1,8% em julho em relação ao mês anterior, confirmando a tendência negativa dos últimos meses.

Embora tenha havido um aumento de 1,4% na comparação anual e o acumulado de 2025 ainda mostre um crescimento de 9,2%, a queda mensal revela a fragilidade da recuperação. O consumo de insumos apresentou um quadro misto:

Fortes aumentos em azulejos (+36,1%), louças sanitárias (+31,8%) e asfalto (+31,7%).

Quedas acentuadas em tijolos (-9,3%), cal (-9,4%), gesso (-7,3%) e cimento (-2,8%).

Em termos laborais, o emprego formal na construção civil cresceu 4,8% na comparação anual em junho, embora o acumulado de janeiro a junho tenha sido negativo (-0,9%).

Um panorama de estagnação com a indústria e a construção civil em queda na comparação mensal, os dados do INDEC confirmam que a economia não consegue sustentar uma trajetória de crescimento estável. A desaceleração em setores produtivos importantes representa riscos para o emprego, o investimento e o consumo no segundo semestre do ano.