03/03/2025│Um relatório do instituto Cepa mediu o impacto que a gestão libertária teve sobre quem paga salários na Argentina. As empresas com menos de 500 funcionários foram as mais afetadas.
Por: Álvaro Arellano
FONTE: Tiempo argentino

Durante o primeiro ano da presidência de Javier Milei, marcado por uma recessão econômica constante, a Argentina perdeu 12.638 empregadores. As empresas mais afetadas foram aquelas com até 500 funcionários e a categoria que mais registrou perdas foi a de Serviços de Transporte e Armazenagem. Isto se traduziu em cerca de 243.000 novos desempregados.
Os dados são de um relatório elaborado pelo Centro de Economia Política Argentina (Cepa), que mediu o impacto que a gestão teve sobre quem paga salários na Argentina. O estudo reflete quais setores econômicos foram mais afetados, de acordo com o setor e porte de cada empresa.

O setor mais atingido foi o dos transportes e armazenagem, com uma perda de 2.564 empregadores entre Novembro de 2023 e Novembro de 2024. Outros setores que registraram perdas significativas incluíram o comércio, atacadista e varejista, reparação de veículos automóveis e motocicletas, com 2.262 empresas a menos, Construção, com uma queda de 1.515 empresas, e Serviços profissionais, científicos e técnicos, que perderam 1.449 empregadores.
Em termos percentuais, o setor mais afetado foi o da construção, com queda de 7,0% no número de empregadores. Seguem-se o sector dos transportes e armazenagem com uma redução de 6,5%, e os sectores artístico, cultural, desportivo e de lazer, com uma redução de 6,2%.
Por outro lado, no mesmo período, o número de trabalhadores inscritos em unidades produtivas diminuiu 2,46%, o que equivale a uma perda de 242.896 empregos, num ano de governo de Milei.

Em percentagens, a construção é o setor que mais sofreu, com uma diminuição de 16,4% no número de trabalhadores entre novembro de 2023 e novembro de 2024. Em seguida vêm os setores de transporte e armazenagem, com queda de 10,3%, e Serviços Associativos e Serviços Pessoais, com queda de 4,4%.
Matéria completa em: Tiempo argentino
