03/03/2025│Embora o governo nacional proponha eliminar por decreto o delito de feminicídios, os números continuam a gerar alarme na Argentina com uma nova vítima a cada 26 horas
FONTE: Diario Contexto
por Daiana Gimenez

De 1º a 31 de janeiro, foram cometidos 28 feminicídios na Argentina, segundo novo relatório do Observatório de Feminicídios “Adriana Marisel Zambrano” da Argentina, dirigido por La Casa del Encuentro, o que implica um crime dessas características a cada 26 horas.
Esses feminicídios fizeram com que 27 crianças ficassem sem mãe, das quais metade são menores. Quanto aos agressores, 60% eram companheiros ou ex-companheiros, fato que comprova o local mais inseguro para uma mulher: a sua casa (70% foram assassinadas em sua casa).
No ano passado, o primeiro ano de Javier Milei no poder, foram registradas 318 vítimas de violência de gênero ao longo do ano, marcando uma vítima a cada 27 horas em 2024.
Vale lembrar que Milei em seus primeiros dias de mandato, decidiu acabar com um golpe de caneta o Ministério da Mulher, Políticas de Gênero e Diversidade Sexual, primeiro reduzindo-o a uma Subsecretaria sob a órbita do Ministério da Justiça, que posteriormente foi eliminada, e com ela, na degradação ou eliminação da maior parte das suas políticas, fato que é consistente com a visão deste governo: para a gestão libertária, a violência de gênero não existe como tal.
Isto levou à paralisação dos principais programas de proteção.
Longe de dar como certos os números alarmantes, Milei promete agora eliminar a figura penal do feminicídio. Foi o que afirmou o ministro da Justiça, Mariano Cuneo Libarona, afirmando que “nenhuma vida vale mais que outra”, em linha com os discursos misóginos de Milei em Davos.
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