31/10/2024│“Voltamos aos piores momentos do país”, denunciou a mãe do detento preso injustamente.
FONTE: Primereando las noticias

As ações do Ministério da Segurança da #Argentina sob a gestão de Patricia Bullrich demonstraram uma preocupante falta de seriedade e adesão aos procedimentos legais no caso de Maximiliano Ariel Acosta, um trabalhador que foi preso injustamente por mais de 20 dias. Acosta foi detido pela Gendarmeria em um posto de controle da estrada Nacional 7, em Mendoza, após ser acusado de transportar “cocaína” escondida em frascos de talco. Porém, posteriormente, foi comprovado que a substância não era droga, mas simplesmente talco, e Acosta foi libertado após ter sofrido um processo judicial desnecessário e traumático.
Durante sua detenção, Acosta foi tratado como um traficante de drogas, submetido a maus-tratos e privado de acesso aos seus pertences básicos, incluindo o direito de usar o banheiro. A situação chegou a tal ponto que, segundo declarou à imprensa local sua mãe, Laura, o Ministério Público prometeu protegê-lo, mas o abandonou sem apoio.
Ao ser solto, Acosta ficou sozinho, sem dinheiro e sem informações sobre seu paradeiro, até depender da ajuda de um motorista para chegar à cidade de Mendoza.
Apesar do erro, Bullrich, longe de reconhecer a gravidade do caso, comemorou a prisão nas redes sociais com uma frase irônica: “Muito talco, pouco eficiente”, e apresentou o incidente como uma conquista em sua “luta contra o tráfico de drogas”.
Este caso evidencia não só a falta de rigor nos controles de segurança e a falta de protocolos fiáveis para a verificação de substâncias, mas também uma preocupante insensibilidade e leveza no tratamento de situações que afetam a vida de cidadãos inocentes, neste caso privando da liberdade a um homem por mais de 20 dias.
