21/10/2024 |Os sindicatos de docentes e funcionários universitários iniciaram uma nova greve de 48 horas e alertam para uma escalada sem precedentes do conflito universitário.
FONTE: En orsai

Os sindicatos docentes agrupados na Federação Nacional de Professores Universitários (Conadu) e a Federação Argentina de Trabalhadores das Universidades Nacionais (FATUN) iniciam hoje uma nova greve de 48 horas que se prolongará até terça-feira.
“Na comunidade universitária continuamos a mobilizar-nos em defesa da universidade pública, como fizemos ao longo do ano, especialmente nas marchas massivas de 23 de abril e 2 de outubro, que tiveram o apoio de todo o povo argentino”, indica um comunicado assinado por nove entidades, entre sindicatos e federações, que foi anunciado na quarta-feira.
Enquanto isso, o comunicado, que também leva a assinatura da Associação de Trabalhadores da Universidade Nacional de La Plata (ATULP), reafirma a greve convocada para quinta-feira, 17 de novembro, pela Frente Sindical das Universidades Nacionais, e anuncia uma nova “semana de luta” que acontecerá de segunda a sexta-feira, 25 de outubro.
“Juntamente com diversas ações de conscientização sobre o conflito universitário e novos protestos, os sindicatos realizarão medidas de força que serão comunicadas quando chegar o momento oportuno. Apoiamos as medidas de luta que o movimento estudantil realiza atualmente nas 62 universidades públicas do país, e que constituem um contributo essencial para a luta”, expressa o comunicado dos sindicatos.
Neste contexto, em diálogo com o portal En Orsai, o delegado da ATULP, Héctor Barrios, destacou que a greve de 48 horas surgiu “de uma reunião da Frente Sindical das Universidades Nacionais”, que é composta por vários sindicatos que reúnem professores funcionários universitários de de todo o país.
“Naquela reunião da Frente Sindical, foi decidido realizar, além dos dias de luta desta semana, uma greve de 48 horas sem comparecimento para segunda-feira, 21 de outubro, e terça-feira, 22 de outubro, para contestar a resposta que o governo nacional tem dado, principalmente o presidente Javier Milei, a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, e o porta-voz presidencial, Manuel Adorni, sobre o que está acontecendo com o conflito universitário”, enfatizou Barrios.
Entretanto, quando questionado sobre as ocupações ativas das faculdades que os estudantes de todo o país iniciaram na semana passada, o delegado da ATULP explicou que os sindicatos docentes e de funcionários não docentes não articulam estas medidas com os centros estudantis e as organizações estudantis, mas apoiam todas e cada uma das medidas de força dos jovens.
