Com a ajuda de Macri, o oficialismo convalidou o veto contra a lei de financiamento universitário

09/10/2024│Com 160 votos contrários ao veto, 84 a favor e 5 abstenções sobre 249 legisladores presentes, a oposição não pôde aprovar a lei original que havia sido aprovada pela maioria do Congresso. Amanhã as universidades entrarão de greve e o conflito vai recrudescer.

FUENTE: Diario Contexto

O oficialismo logrou ratificar o veto à Lei de Financiamento Universitário, que atualizava os salários dos docentes e dos funcionários universitários segundo a inflação, retroativo a primeiro de janeiro.

Com 160 votos contrários ao veto, 84 negativos afirmativos e 5 abstenções sobre 249 legisladores presentes, a oposição não pôde “derrubar” o veto de Milei a lei que havia sido sancionada por maioria no Congresso.

Vale registrar que eram necessários dois terços dos presentes para revogar o veto presidencial.

Desta forma, com a ajuda dos deputados que respondem a Mauricio Macri, o Governo de Milei conseguiu manter o veto à lei em nome do seu plano de ajuste fiscal, apesar de a lei implicar apenas 0,14% do PBI.

Por sua parte, o presidente do bloco de deputados da União pela Pátria, Germán Martínez, garantiu que “sim, tem dinheiro” e sinalizou que a SIDE (Secretaria de Inteligência de Estado) aumentou “o crédito inicial de 2024 de $ 65.000 milhões para um crédito inicial do ano que vem de $350.000 milhões». E disse: “Para os espiões de Santiago Caputo tem sim, mas para as universidades não”.

Protesto e greve Universitária

Desde a manhã, às portas do Congresso, concentraram-se grêmios universitários e estudantes contrários ao veto de Milei. “Se há veto, haverá greve”, disseram à imprensa a Frente Sindical Universitária e outras organizações estudantis.

Depois de se conhecer a votação, os grêmios universitários anunciaram greve para o dia 10 de outubro, o que anuncia um recrudescimento do conflito.  

92% dos docentes com menos de dez anos na carreira recebem um salário por baixo da linha de pobreza; enquanto que os salários de 87% dos docentes com 10 anos de experiência tampouco superam o valor da cesta alimentaria e dos serviços básicos que medem a pobreza, segundo um relatório das universidades de Río Negro e San Martín.