A pobreza subiu quase 13 pontos e atingiu 52,9% no primeiro semestre, o maior valor em duas décadas

26/09/2024│Isso decorre dos nos dados divulgados pelo Indec. A comparação é com o mesmo semestre do ano anterior, quando a pobreza era de 40,1%.

FONTE: elDiarioAR

O Índice de Pobreza atingiu 52,9% no final do primeiro semestre, o valor mais elevado desde 2003. Está acima dos 41,7% do final do ano passado e dos 40,1% do período Janeiro-Junho de 2023, segundo relatório divulgado hoje pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).

Se compararmos com o mesmo semestre do ano anterior – o que é metodologicamente correto porque fatores sazonais influenciam o emprego e a renda das famílias – verifica-se que a pobreza aumentou quase 13 pontos percentuais.

Entretanto, o Índice de Indigência, entendido como os pobres cuja renda não é suficiente para comprar sequer a quantidade mínima de alimentos que permite a subsistência, situou-se em 18,1%. No final do ano passado, tinha subido para 11,9%, e no semestre Janeiro-Junho de 2023 fixou-se em 9,3%, pelo que se entende que subiu 8,8 pontos percentuais em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Isto implica que, numa população de 46 milhões de pessoas, 24,3 milhões são pobres e, entre elas, 8,3 milhões não têm o dinheiro mínimo para comprar os alimentos que garantem a sua subsistência.

As infâncias continuam a ser as mais castigadas pela situação. 66,1% dos menores de até 14 anos são pobres, assim como 60,7% dos jovens entre 15 e 29 anos.

O país registrou a sua taxa máxima de pobreza em outubro de 2002, quando o índice subiu para 57,5% após a eclosão da crise de 2001.