Milei conseguiu: Argentina já é o país mais caro para se viver na América do Sul

20/08/2024│Um relatório da UBA classificou o país como o mais caro da América do Sul, acima do Brasil e até de vários países da União Europeia.

FONTE: Primereando las noticias

O relatório da Universidade de Buenos Aires (UBA), indicou que a Argentina tem o custo de vida mais caro da região. A diferença é observada principalmente com o Brasil, o segundo país mais caro de América do Sul, já que os argentinos precisam de um salário a mais para adquirir uma cesta básica e mais dois salários mínimos se for considerado o aluguel.

A posição do país argentino em relação aos países comparados da União Europeia mostra que o custo de vida é ainda maior, já que uma pessoa da UE precisa de 2,5 salários mínimos a menos para ter acesso a uma cesta básica e 3,5 salários mínimos a menos se considerarmos o aluguel de uma quitinete na cidade.

Quanto custa viver na Argentina?

Segundo o relatório, o custo médio de vida de uma pessoa é de quase 5 salários mínimos. Se o aluguel for descontado, ele é reduzido para 3 salários mínimos. Se for avaliado o custo de uma família típica, ou seja, um casal com dois filhos, são necessários mais de 14 salários mínimos para ter bens e serviços básicos e pagar o aluguel de um apartamento de três cômodos na cidade.

“Desde a mudança de governo em 10 de dezembro do ano passado, foram realizadas diversas medidas de política cambial, entre as quais se destacam a desvalorização de 118% da taxa de câmbio oficial e o estabelecimento de micro desvalorizações de 2% mensais”, aponta o estudo da UBA. O relatório observou especificamente que é necessário mais de um salário mínimo por mês para comprar uma cesta básica de aproximadamente 2.400 calorias por dia, 70% de um salário mínimo para comprar um par de tênis Nike e 0,55% de um desses salários para comprar um litro de combustível.

Em relação à região, morar na Argentina é muito mais caro do que no Brasil e Peru, já que os argentinos precisam de aproximadamente 6 salários mínimos a mais. Na Argentina é necessário, em média, o dobro da renda para comprar uma cesta básica de 2.400 calorias por dia em comparação com os países da região. Em comparação com a Europa, uma família argentina necessita, em média, 11 salários mínimos a mais para comprar bens e serviços básicos e alugar.

Só para adquirir a cesta básica, os argentinos precisam, em média, de cinco vezes mais renda do que nos países europeus.