Milei gerou cerca de 525 mil desempregados no primeiro trimestre.

25/05/2024│O INDEC confirmou o impacto duríssimo da recessão no mercado de trabalho, que o presidente vinha negando: o desemprego cresceu para 7,7% no primeiro trimestre do ano, piorando desde 5, 7% do final de 2023.

FONTE: Política argentina

Contrariamente aos esforços discursivos que fez na sua viagem europeia para mostrar dados difíceis de verificar empiricamente e gerar a sensação de que a direção econômica está avançando tranquilamente, o INDEC (Instituto nacional de Estatística e Censos) confirmou que a recessão está longe de mostrar sinais de recuperação e que o seu impacto sobre o mercado de trabalho da Argentina se assemelha ao causado pela pandemia e pela quarentena da Covid-19.

O fato é que, segundo a agência oficial de estatística, o governo libertário aumentou o desemprego para 7,7% no primeiro trimestre do ano, confirmando que este indicador social chave piorou face aos 5,7% com que tinha fechado 2023, incluindo dezembro, gerido quase inteiramente por Milei.

Os dados ficam ainda piores quando se acompanha a série histórica medida pelo.

Este é o nível de desemprego mais elevado desde o segundo trimestre de 2021, quando a economia ainda estava se recuperando dos efeitos da quarentena rigorosa e das restrições à atividade econômica. Os números mostram que há cerca de 1,7 milhão de desempregados e que são 525 mil novos desempregados na gestão de Milei, sem contar dezembro de 2023, que foi governado quase inteiramente pelos libertários, ou o segundo trimestre, que está terminando.

“No primeiro trimestre de 2024, a taxa de atividade – que mede a população economicamente ativa (PEA) sobre a população total – atingiu 48%, a taxa de emprego – que mede a proporção de pessoas ocupadas em relação à população total – situou-se em 44,3%; e a taxa de desocupação – pessoas que no têm ocupação, estão disponíveis para trabalhar e buscam emprego ativamente, como proporção da PEA – foi de 7,7%”, escreveu o INDEC, mostrando que todos os setores do mercado de trabalho foram menores que antes.

Também cresceu o indicador de trabalhadores empregados à procura de emprego, ou seja, pessoas que têm trabalho, mas não é suficiente e por isso procuram mais um: passou de 14,8% para 16%. Por sua vez, a taxa de subemprego passou de 9,4% para 10,2%.