Massiva adesão à greve geral

09/05/2024│Não há transportes, educação nem bancos.

Em menos de 5 meses, as políticas de ajuste de Javier Milei levaram às 3 centrais sindicais CGT (Confederação Geral do Trabalho), CTA dos Trabalhadores e CTA Autônoma, a uma segunda greve geral, tão significativa quanto a anterior. Não há transportes, bancos ou escolas. O reajuste de Milei foi de 20% do salário real dos trabalhadores, perda que nunca aconteceu na democracia argentina em tão pouco tempo.

Por essa razão, os sindicatos decretaram uma greve geral, que foi rejeitada pelo governo libertário. Desde dezembro, o governo “libertário” de Milei decidiu desvalorizar o peso argentino, o que paralisou a economia e desencadeou uma inflação elevadíssima. Assim, além da queda do poder de compra, as suspensões e demissões começam a aumentar em muitas empresas devido à queda nas vendas. Segundo dados oficiais, a indústria teve reveses semelhantes aos da pandemia da COVID 19.

Na construção e no comércio varejista, as quedas são históricas. Em 2024, espera-se que o PIB diminua mais de 4%. O governo não tem em seu plano nenhuma política que vise recuperar a economia. Por enquanto, a Casa Rosada decidiu não ser afetada pela medida e voltou a confrontar a CGT. Milei e o seu ministro da Economia, Luis Caputo, aferram-se a um clássico programa de ajustamento que já falhou em outros governos liberais.