16/04/2024│É a média do primeiro trimestre e já pode ter ficado para trás. Em apenas um ano, os novos pobres atingiram quase 6 milhões de pessoas.
FONTE: Tiempo argentino
Por Alfonso de Villalobos @alfondevil

Um relatório publicado pelo departamento de Econometria da Universidade Torcuato Di Tella confirma a escalada da pobreza durante os primeiros três meses deste ano. Segundo o Nowcast da pobreza elaborado pela equipe liderada pelo economista Martín Lozada, a pobreza atingiu 51,8% em média durante o primeiro trimestre do ano.
Segundo o estudo, na realidade, as pessoas que vivem em domicílios que não têm renda suficiente para cobrir o custo da Cesta Básica Total representam 48,3% em média no semestre de outubro de 2023 a março de 2024. Acontece que metodologicamente, a pobreza é calculada semestralmente.
No entanto, devido à escalada registrada no último período, o relatório de Rozada detalha que “a incidência projetada é uma média ponderada de uma taxa de pobreza estimada em 44,9% para o quarto trimestre de 2023 e 51,8% para o primeiro trimestre de 2024”.
Desta forma, só entre os meses de Janeiro e Março deste ano 3.247.667 pessoas ficaram em situação de pobreza. Tratando-se de uma média, espera-se que, a rigor e devido ao impacto da inflação, o valor já esteja vários pontos acima desses 51,8%.
O estudo é realizado com base nos indicadores oficiais divulgados pelo INDEC relativos aos valores da Cesta Básica Total, rendimento por decis segundo a Pesquisa Permanente de Domicílios e inflação.
Os dados contrastam com os resultados da pesquisa sobre o Mercado de Trabalho, que mostram um mínimo histórico do desemprego para o mês de dezembro de 5,7%. O fenômeno mostra que o emprego já não é um instrumento eficaz para evitar uma situação de pobreza.
Um estudo recente da Universidade Católica indica que mais de três em cada dez trabalhadores assalariados vivem na pobreza e que quase 20% dos trabalhadores com carteira assinada passam por uma situação semelhante.
